Parem de reclamar! As coisas nunca estiveram tão bem!

Apesar da atitude otimista de empresas como a HP e a IBM, tudo leva a crer que este ano será pior do que o ano passado. Por quê? Porque a AFC (American Football Conference) levou o Super Bowl e o mercado de ações despencou em janeiro – indicativos que nos levam a crer num ano terrível para o mercado financeiro. Comumente chamados de indicadores coincidentes – isto é, que na realidade não têm nada a ver com qualquer coisa relacionada a uma tendência de longo prazo –, cada um deles acerta sua “previsão” em mais de 90% dos casos.
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Como o Itanium matou a indústria de computadores

Não é coincidência que a indústria de computadores tenha atingido o seu auge por volta do ano 2000, sofrido um sério declínio pouco depois, se estabilizado num ponto bem baixo há alguns anos e, desde então, entrado novamente em colapso. Tudo isso aconteceu e continua acontecendo até hoje, num processo de queda que já dura uma década.
Uma série de fatores combinados é responsável por isso. No entanto, quando se trata de falar dos motivos que a própria indústria infligiu sobre si mesma (ou seja, sem considerar razões externas, como a lei Sarbanes-Oxley), talvez um único evento grandioso tenha sido responsável por nocautear o mercado inteiro. Ele precipitou tudo de ruim que veio depois.
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Obama não vai resolver nada do mercado tecnológico

Obama prestou juramento e assumiu a presidência dos Estados Unidos, inaugurando uma nova era. Se tudo correr bem, o novo presidente fará mudanças importantes nas diretrizes do país. Porém, será que alguma delas será capaz de sanar as mazelas do mundo da computação? Podemos voltar a 1997? Por favor?
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Retrocomputação: por que os aplicativos online não são bons?

Durante as Festas, um leitor me escreveu “de luto”, em virtude de um manuscrito que ele tinha armazenado no Google Docs. Por ter confiado cegamente na “nuvem”, ele sequer chegou a fazer um back up do arquivo e, quando este desapareceu, ninguém do Google foi capaz de ajudá-lo a encontrar. Na realidade, segundo o que disse o meu leitor, a companhia sequer chegou a responder aos seus apelos – e eu deduzi que eles provavelmente estavam de férias.
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Resumindo as agonias mortais de 2008

Você pode estar certo de que todo mundo vai pôr a culpa na economia pelas péssimas vendagens dos produtos tecnológicas no final do ano passado. Porém, o culpado talvez seja o próprio mercado tecnológico, por ter feito tão pouco para seduzir o público consumidor. Até Steve Jobs está caindo fora da Macworld – e, até onde eu sei, porque não teria nada de empolgante pra mostrar lá mesmo.
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Educando mentirosos, cínicos e ladrões

Uma pesquisa feita pelo Center for Youth Ethics, do Instituto Josephson, revela que a juventude de hoje está se tornando completamente anti-ética sob diversos aspectos. 40% dos jovens acreditam na impossibilidade de ser bem-sucedido nos Estados Unidos sem que se minta, engane ou roube. Acho que este número é um pouco alto demais, mas consigo ver por que muitos garotos têm esse tipo de pensamento. Afinal, quando olham com atenção, vêem ao redor um monte de gente bem-sucedida que são também desonestas – como provado mais tarde.
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O Google tem que morrer

Chama-se SEO (Otimização para Sistema de Buscas, na sigla em inglês) e é basicamente o único assunto que o pessoal que trabalha em sites da internet se dispõe a discutir atualmente. Você pode achar que se trata de achar maneiras de enganar os sites de busca (o Google, principalmente), fazendo-os atribuir rankings mais altos do que o normal para determinados sites. No entanto, a discussão aqui gira em torno da idéia de que o Google é uma porcaria tão grande que as companhias acham que precisam usar a SEO para garantir os resultados que elas supostamente merecem.
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Não resisto a um bom festival de pechinchas

Outro dia, dei uma passadinha no Costco (rede varejista norte-americana) para comprar algumas coisas que tinham acabado lá em casa. Como sempre, aproveitei para dar uma olhada na seção de tecnologia e me atualizar em relação ao valor atual de alguns produtos. Afinal, esse é o único jeito de saber quais são os preços realmente praticados no mercado, já que em press releases oficiais e mesmo nos anúncios online, eles não chegam nem perto daqueles que encontramos nas lojas por aí. Mesmo assim, fiquei admirado com o que se pode comprar atualmente. E olha que eu não me admiro tão fácil assim.
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O que gostaria de ver no celular do futuro

Há alguns anos, eu já acreditava que os computadores de bolso seriam bastante similares aos smartphones de hoje – embora deva admitir que os comandos baseados em gestos e as telas sensíveis ao toque superaram a minha imaginação. Creio que esteja na hora de visitar outra vez o computador do futuro e determinar que recursos os smartphones/computadores de bolso da próxima geração devem carregar consigo. Para isso, apresento-lhes minha lista de pedidos definitiva – que se deve somar, é claro, aos recursos embutidos já presentes nos smartphones atuais.

Vamos recapitular o que muitos desses aparelhos já possuem. Obviamente, há o telefone em si, além de inúmeros subprogramas no sistema. Mas há também aparelhos com GPS e mapas embutidos, freqüentemente dotados de softwares específicos com rotas de turismo. Muitos funcionam também como calculadoras, processadores de texto, projetores de PowerPoint e bancos de dados. Alguns são capazes de escanear códigos de barras, a maioria toca arquivos MP3 e tem álbuns de fotos.

Esses recursos, já disponíveis atualmente, eu imagino que permanecerão. Mas quais serão as outras possibilidades?
Monitores e teclados. Quando eu imaginei pela primeira vez o computador de bolso como uma máquina multifuncional, pensei que ele seria capaz de se conectar também a uma estação de trabalho tradicional, fazendo com que os usuários pudessem operá-lo com monitores e teclados de verdade. E não há razão alguma para que isso não possa ser feito por conexão sem fio. Já imaginou chegar ao escritório, ligar o telefone e ele automaticamente se conectar a um monitor e a um teclado – através dos quais continua funcionando?

Comandos e Reconhecimento de Voz. Este é, com certeza, o cálice sagrado da computação de bolso. Nunca mais haverá reclamações contra os teclados virtuais se esses recursos um dia forem implementados com sucesso.

Tecnologia de Voz. Ainda falando de vozes, a possibilidade de o aparelho conversar com o usuário, usando uma voz clara, compreensível e agradável, seria uma qualidade adicional.

Consciência de Situações. Se pudesse reconhecer onde está, o smartphone teria como detectar situações nas quais seria recomendável que ele se desligasse automaticamente. A idéia é que, quando o seu telefone está num avião, por exemplo, ele se desligue automaticamente. Ou vá para o modo vibratório quando você está no cinema. Há uma série de metodologias pra fazer essa idéia funcionar.

Consciência de Quem Manda. O aparelho simplesmente não funciona com ninguém que não seja o seu próprio dono.

Carregamento por Indução. A bateria deveria ser recarregada por intermédio de vários truques de indução. Uma escrivaninha inteira poderia funcionar como mecanismo de indução, por exemplo. Sempre que o telefone estiver sobre ela, é hora de recarregar.

Recepção de TV aberta. Nunca entendi direito por que existem tantas tecnologias estranhas quando se trata de colocar conteúdo televisivo em aparelhos portáteis. Não é mais fácil usar simplesmente a transmissão da TV aberta? É só fazer com que o telefone se torna também uma TV portátil.

Projetor embutido. Não existe razão para que o telefone perfeito não possua um microprojetor embutido.
Walkie-Talkie. Fazer com que o telefone se comporte como um walkie-talkie pode ser extremamente útil numa emergência, caso as torres de transmissão tenham sido avariadas.

Mais coisas. Não existe razão para que vários mecanismos adicionais não sejam incluídos nos aparelhos e os transformem em úteis instrumentos laboratoriais, por exemplo. Eles poderiam agir, portanto, como medidores de pH ou serem usados para checar o nível de açúcar no sangue, tirar a pressão sangüínea e assim por diante. Poderiam também ajudar a sintonizar as rádios no carro e todo tipo de coisa!
Dá pra ver como esses recursos seriam úteis, ainda mais quando adicionados àqueles já disponíveis nos smartphones atuais. Algum tipo de radar seria legal também, para que você pudesse achar o aparelho facilmente caso o perdesse. Você teria alguma outra sugestão adicional?

Essa mania de celulares já encheu o saco!

Cheguei ao meu limite com esses telefones celulares – todos eles!!! Não agüento mais notícias sobre novos modelos, estou com o saco cheio da falação em torno do iPhone, de como ele é legal ou de como foi uma mancada não terem feito uma bateria removível pra ele. Minha nossa, mas será que precisamos mesmo ficar discutindo pra sempre essa suposta falha? Quem se importa? É apenas um telefone, meu Deus do céu. Agora, estou cansado de ouvir falar dos telefones Android da Google. É o gPhone, o G1, o Android ou sei lá como você queira chamá-lo. E daí?

Por que exatamente se gasta tanto tempo falando desses aparelhos? Será que estamos tão sem assunto?
“Mas ele tem código aberto e, olha só, você pode adquirir aplicativos em qualquer lugar. Não precisa ser na loja da Apple. Dá até pra mudar o código original.”
- “Ah, você viu que o software foi construído com ‘kill switch’ [dispositivo antipirataria que pode comprometer seriamente o funcionamento do aparelho]?”
- “Sim, eu vi. É ruim, mas o da Apple é ainda pior.”
- “É verdade, você tem razão. A coisa é mais feia com o telefone da Apple.”

Ah, se matem!!! Quando alguém compra um telefone novo, é de lei: já pululam por todos os lados da rede avaliações minuciosas a seu respeito, como se o aparelho fosse, na verdade, uma grande peça de literatura a ser profundamente analisada. E aí, todo mundo que não tem o tal telefone fica com inveja. “Oh, eu queria tanto um igual a esse!!!”
Essa coisa com os telefones começou há alguns anos. Você estava no restaurante e de repente todo mundo começava a mostrar seus celulares, querendo impressionar os outros com a modernidade de seus modelos. Coisa ridícula! “Uau, que telefone legal. Qual é o modelo?” “Ah, é o meu novo Nokia X-9000. Olha, ele vem com um apontador a laser.” “Uau, quero um também!!!” Ave, será que dá pra decairmos ainda mais?

E o que dizer daquelas filas dobrando quarteirões com pessoas ávidas pra comprar seu iPhone? Pareciam as filas de 1933 para a distribuição de sopas. Por que as pessoas ficam numa fila pra comprar um telefone? Afinal, elas já têm um! Mas não, ficam lá, esperando pra comprar um aparelho caro, sem desconto algum e que vai gerar lucros para companhias das quais ninguém gosta. Os historiadores do futuro vão olhar pra isso e comparar com a moda de sentar em mastros de bandeira nos anos 20. “Olha lá, tem um cara sentado no mastro da bandeira!” “Uau, que legal, vou sentar também.”

Para tornar as coisas ainda mais idiotas, ficamos sabendo agora que a Motorola vai incluir um componente para criação de redes sociais na sua versão do Googlephone. Como se toda a papagaiada envolvendo esse telefone já não fosse suficiente, agora ainda temos isso aí para dar uma nova dimensão à chateação.
Desde a invenção do Friendster e do Linkedln, com a inevitável cunhagem do termo rede social, surgiu um mantra temático nas companhias de alta tecnologia: “Vamos fazer das redes sociais um componente do nosso novo produto.” “Grande idéia!!!”

Mas um telefone já não é, por si só, um dispositivo que envolve intrinsecamente o conceito de rede social? Então, pra quê enfiar componentes fajutos nos produtos? Só pra se poder utilizar um termo que atraia atenção de investidores? E será que esse tipo de componente já se tornou de fato tão importante, a ponto de precisar estar disponível em tudo? Essa, sim, é a verdadeira pergunta. Além do mais, o que há de tão especial nas redes sociais? Qual o objetivo de se criar uma base de dados no seu computador com um monte de gente que você no fundo sequer conhece, mas finge que são seus amigos pra poder de vez em quando mandar um oi? Convenhamos, essas redes são bastante frágeis. No seu telefone, elas se chamam “agenda”.

Quando ouço falar da necessidade de se adicionar um componente para a criação de redes sociais em alguma coisa, a primeira palavra que me vem à cabeça é FRAUDE. Não tenho certeza de que como exatamente se dá essa fraude, mas de algum jeito é uma atitude fraudulenta. Eu quero um processador de texto que me permita escrever minhas colunas e meus livros – não fazer novos amigos!

Entretanto, todas essas reclamações não possuem significado algum no grande esquema de coisas. As pessoas vão continuar falando de telefones, discutindo os supostos ótimos recursos dos modelos novos e de como elas estão contentes e orgulhosas por terem conseguido baixar de graça um monte de aplicativos para seus aparelhos. “Eu não paguei por nada disso” é um mantra legal pra se repetir constantemente – até que você finalmente decida desistir do joguinho. “Quê? Você COMPROU um aplicativo? Tsc, tsc… Pobrezinho, estou tão triste por você.”
No fim, talvez as redes sociais sejam mesmo uma coisa boa – para pessoas que não conseguem falar de outro assunto que não sejam telefones, por exemplo. Graças a essas redes, as pessoas podem conhecer outras pessoas que gostam de falar sobre telefones. Agora, elas poderão fazer isso pelo próprio telefone, sem ter que desligá-lo nunca mais. Só na América…