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	<title>Blog Dvorak</title>
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	<pubDate>Fri, 18 Sep 2009 19:22:10 +0000</pubDate>
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		<title>As exibicionistas de webcam invadem as redes sociais</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Sep 2009 19:22:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dvorak</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Elas estão em todo lugar pela web. As exibicionistas encontraram na internet um mercado fácil para ganhar dinheiro, por isso, para onde a gente vira tem alguma garota pedindo dinheiro para ficar nua na webcam.
Percebi o tamanho do problema recentemente, quando perdi cerca de 250 seguidores no Twitter de uma só vez. Sei que muita [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Elas estão em todo lugar pela web. As exibicionistas encontraram na internet um mercado fácil para ganhar dinheiro, por isso, para onde a gente vira tem alguma garota pedindo dinheiro para ficar nua na webcam.<span id="more-81"></span></p>
<p>Percebi o tamanho do problema recentemente, quando perdi cerca de 250 seguidores no <a id="lxy-" title="Twitter" href="http://www.twitter.com/therealdvorak" target="_blank">Twitter</a> de uma só vez. Sei que muita gente não gosta do que escrevo, mas 250 de uma vez é demais. Então, decidi pesquisar e saber a razão dessa &#8220;perda&#8221; e descobri uma verdadeira rede de pornografia vinda da Rússia, que usa o microblog para pegar os incautos.</p>
<p>Todos os &#8220;usuários&#8221; dessa rede postam pelo menos uma coisa, apenas para parecerem legítimos. Percebi então que a página oficial de quase todos esses &#8220;usuários&#8221; é a mesma. E os posts são tão clichês quanto estúpidos.</p>
<p>&#8220;Adoro sair à noite sem calcinha e deixar os garotos taradinhos para passarem a mão em mim. É assim que consigo muitos números de telefone interessantes&#8221;, twitou uma tal de Kristina. &#8220;Meus alunos adoram atividades extra-curriculares que dou na minha cama. Venha ver na minha webcam como eu os levo pra lá&#8221;, postou a &#8220;professora&#8221; Keyjaraxo. &#8220;Amo dançar nua&#8221;, completou Daynagold.</p>
<p>A realidade é que, no final das contas, acabamos passando metade de nosso tempo no Twitter (e também nos e-mails, blogs e fóruns) eliminando spam e lixo desse tipo. Mas esse tipo de atividade nojenta não existiria se não houvesse gente estúpida ou desinformada o suficiente para clicar nesses links. Por que não existe uma ação efetiva dos governos contra essas fraudes?</p>
<p><strong style="color: #ff0000;"><br />
Os mesmos pilantras em qualquer lugar</strong><br />
Não importa a midia, não importa a cidade, quase sempre você acaba encontrando os mesmos nomes e links por aí. E o número de exibicionistas cresce muito, porque muitas delas ganham dinheiro com isso, pois tem gente que é burra o suficiente para dar seu número de cartão de crédito para ver essas meninas nuas na webcam.</p>
<p>Há alguns anos, nos tempos em que havia aqueles famosos grupos de discussão, como os do Yahoo!, a onda era fazer spams oferecendo sexo por telefone. E volta e meia a gente lia no jornal a história de algum estúído que recebia uma conta telefônica de US$ 1 mil por causa de ligações para essas hotlines que ficavam na Rússia.</p>
<p>O pior é que esses caras iam à Justiça para não pagar.<br />
- Sim, Meritíssimo, eu fazia sexo por telefone, mas só por 10 minutos.<br />
- E como você ficou com esse olho roxo?<br />
- Minha esposa.</p>
<p>A onda do sexo por telefone passou e se transformou na febre dos tarados da webcam. No passado, os trouxas recebiam contas telefônicas homéricas, agora, são ainda mais burros e oferecem seu cartão de crédito na web. E não é só isso: há sempre a enorme possibilidade de o site da mocinha estar infestado de trojans e keyloggers que vão te causar um prejuízo ainda maior.</p>
<p>Não tenha contra uma garota pobre que queira ganhar algum dinheiro tirando a roupa em frente à webcam. Mas quanto dinheiro honesto se pode fazer em um mercado que tem milhões de futuras estrelas pornôs espalhadas pelo mundo, com um monte de cracker louco para pegar o número do seu cartão de crédito?</p>
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		<title>Qual futuro do Twitter se 60% das contas foram abandonadas?</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Aug 2009 13:54:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dvorak</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Blog]]></category>

		<category><![CDATA[Twitter]]></category>

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		<description><![CDATA[O que você acha de uma conferência de Twitter que pede a você por e-mail para twitar (spam?) as informações sobre a conferência? 
Pior: a mensagem para twitar tem quase 98 caracteres a mais do que o máximo permitido pelo próprio Twitter. Em outras palavras: não dá para ter muita esperança de aprender alguma coisa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O que você acha de uma conferência de Twitter que pede a você por e-mail para twitar (spam?) as informações sobre a conferência? <span id="more-77"></span></p>
<p>Pior: a mensagem para twitar tem quase 98 caracteres a mais do que o máximo permitido pelo próprio Twitter. Em outras palavras: não dá para ter muita esperança de aprender alguma coisa com uma conferência que já começa assim, não é?</p>
<p><img class="alignright" style="margin: 10px 15px;" title="Twitter" src="http://pcmag.uol.com.br/bs.media/full/090827twitter_xmat.jpg" alt="" width="180" height="180" />Enquanto eles fazem papel ridículo, sem querer trazem à tona uma pergunta que me faço todo dia: quando esse fenômeno do Twitter vai acabar? Agora há até seminários sobre ele. Pra quê?</p>
<p>Quando o Twitter começou, ter 500 seguidores era muita coisa. Lembro que cheguei a escrever dizendo que a hora que as celebridades entrassem na onda a coisa iria mudar. No final de 2008, isso aconteceu e agora a coisa virou febre entre os famosos. Atores, cantores e personalidades usam a ferramenta para auto-promoção. Já virou ferramenta de assessoria de imprensa.</p>
<p>Imaginei que isso causaria a quebra do Twitter, mas não causou. Ainda. Mas é difícil imaginar o sistema aguentar uma carga maior do que a atual, especialmente depois do ataque recente que tirou o serviço do ar.</p>
<p><strong style="color: #ff0000;"><br />
Twitter é rádio comunitária da internet</strong><br />
Para mim, o Twitter vai se tornar a rádio comunitária desta geração, que fez tanto sucesso que acabou quebrando por causa disso. Só que depois que quebrou, ninguém sentiu falta. Sim, as rádios comunitárias ainda estão por aí e ainda são usadas por algumas corporações para comunicação mais pessoal, mas é coisa de nicho.</p>
<p>Na última década, procurei por algum fenômeno parecido com as rádios comunitárias. Um jornalista sugeriu que a própria internet seria isso. Outro disse que seria o MySpace, outro que seria o facebook. Eu digo que é o Twitter.</p>
<p>As rádios comunitárias falharam por diversas razões. Uma delas foi que muita gente comprou transmissores ilegais com alcance muito limitado. O Twitter tá livre desse problema, você segue quem quiser, em qualquer lugar. Se alguém só twita bobagens, você cansa e tira da sua lista. Simples assim.</p>
<p>Segundo pesquisa recente, cerca de 60% das contas do Twitter foram abandonadas. Isso significa milhões de contas abandonadas. Com um índice de retenção de apenas 40%, o sistema corre o risco de virar uma ciadde-fantasma em breve. E mesmo que dobre o crescimento todo mês, ele jamais será lucrativo. Eles poderiam fechar as portas amanhã e ninguém reclamaria.</p>
<p>Bem, enquanto ele não some, você pode me <a id="ea.i" title="seguir no Twitter" href="http://twitter.com/therealdvorak" target="_blank">seguir no Twitter</a> (em inglês, por favor).</p>
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		<title>O registry ainda vai afundar com o Windows 7</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Aug 2009 14:16:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dvorak</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Blog]]></category>

		<category><![CDATA[windows 7]]></category>

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		<description><![CDATA[O Windows 7 havia conquistado uma imagem extremamente positiva e, de repente, a maré começou a virar e uma tremenda publicidade negativa se abate sobre a imagem do próximo sistema operacional da Microsoft. O que diabos aconteceu?
Esse foi um dos desenvolvimentos mais estranhos que já testemunhei. Pior do que isso só o OS/2 de 1987, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Windows 7 havia conquistado uma imagem extremamente positiva e, de repente, a maré começou a virar e uma tremenda publicidade negativa se abate sobre a imagem do próximo sistema operacional da Microsoft. O que diabos aconteceu?<span id="more-73"></span></p>
<p>Esse foi um dos desenvolvimentos mais estranhos que já testemunhei. Pior do que isso só o OS/2 de 1987, que teve sua imagem destroçada pela Microsoft, tornando-o comercialmente inviável. Mas, e agora, quem está tentando sabotar o Windows 7?</p>
<p>Comecei a perceber que algo estava errado quando algumas semanas semanas atrás surgiram estudos dizendo que a maioria das empresas norte-americanas não pretendia adotar o Windows 7. Cerca de 60% das empresas consultadas informaram que vão ignorar o Windows 7, até porque a maioria delas não adotou o Vista ou adotou e teve problemas.</p>
<p>É um caminho tortuoso. No começo do ano, todo mundo - e digo todo mundo mesmo! - estava rasgando seda para o Windows 7. A Microsoft liberou gratuitamente o beta e depois o primeiro Release Candidate. Era o melhor sistema operacional que a empresa já fez.</p>
<p>Diante de tanta publicidade gratuita positiva, a Microsoft adiantou o lançamento de 2010 para o final de 2009. De uma hora para outra, porém, começou uma avalanche de notícias de que ninguém vai comprar o novo sistema operacional.</p>
<p>No Wall Street Journal, o jornalista Walt Mossberg arrasou com o sistema dizendo que seu upgrade será doloroso e problemático. O usuário terá que reinstalar todo o sistema para conseguir trocar para o Windows 7. Em janeiro último, Mossberg era um dos maiores entusiastas do sistema.</p>
<p><strong><br />
Agora, a turma de Bill gates tem um problema</strong><br />
A Microsoft tem um problema. Toda a indústria tem um problema. Até a Intel reclamou na semana passada que ninguém mais faz upgrade de suas máquinas como antigamente.</p>
<p>Aparentemente, o Windows 7 mudou tanto que não dá para você querer que um sistema operacional anterior seja simplesmente atualizado com o novo. No passado, esse upgrade era possível, ainda que nunca tenha tido os mesmos bons resultados de uma instalação do zero. E a culpa disso tudo é do famoso registry (registro) do Windows.</p>
<p>O fato é que o registry dos programas nunca é totalmente limpo pelo Windows, tornando-se uma pilha de lixo nos PCs. Existem diversos programas que fazem essa faxina virtual, como System Mechanic e o Glary Utilities, mas esse tipo de problema sequer deveria existir.</p>
<p>Por que a Microsoft não se livra do lixo do registry no Windows? O registry não serve pra nada, ele é resquício dos tempos em que todos os parâmetros do sistema precisavam ser centralizados no HD para evitar a redundância de código. Hoje, ele é apenas inconveniente e simplesmente é um empecilho para um upgrade mais eficiente do sistema. E, cá para nós, redundência não é nada nos dias de hoje, em que HDs de 1 TB custam menos de US$ 90.</p>
<p>Se os programas fossem centralizados em uma única pasta e pudessem ser transportados de máquina para máquina sem necessidade de reinstalação, não haveria nenhuma dor de cabeça em fazer o upgrade do sistema operacional.</p>
<p>Na verdade, alguns aplicativos já funcionam assim. Mas são poucos. A maioria exige reinstalação e não vai rodar sem o maldito registry disponível. Basta mover um programa de lugar e ele vai dar todo tipo de erro, tornando-se necessário, muitas vezes, reinstalá-lo só por causa do erro de registro. Alguns programas inclusive gravam registros em pastas invisíveis que não podem ser apagadas. Isso é ridículo.</p>
<p>Na minha opinião, o registry ainda vai acabar causando a morte do Windows. Vai chegar uma hora em que as pessoas vão simplesmente se recusar a fazer qualquer upgrade só para não ter que passar por toda essa dor de cabeça.</p>
<p>Se nada mais for capaz de seduzir as pessoas a largarem o Windows e irem para o Linux ou para o Mac, talvez essa maldição do registry seja.</p>
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		<title>Meu filho preferiu comprar um Mac&#8230;</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Jul 2009 17:33:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dvorak</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Blog]]></category>

		<category><![CDATA[Mac]]></category>

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		<description><![CDATA[Foi um dia sombrio para a família Dvorak quando meu filho decidiu comprar um Macintosh. E agora jura que jamais voltará para um PC. Eu sabia que isso ia acontecer, a bandeira da família agora está hasteada a meio-pau.
&#8220;Eu não queria contar antes porque estava com medo de você ficar louco de raiva&#8221;, me disse [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Foi um dia sombrio para a família Dvorak quando meu filho decidiu comprar um Macintosh. E agora jura que jamais voltará para um PC. Eu sabia que isso ia acontecer, a bandeira da família agora está hasteada a meio-pau.<span id="more-71"></span></p>
<p>&#8220;Eu não queria contar antes porque estava com medo de você ficar louco de raiva&#8221;, me disse a minha esposa, enquanto eu resmungava entre os dentes.</p>
<p>Passada a irritação inicial, devo reconhecer que essa foi uma atitude inteligente, uma vez que ele estava apenas seguindo os conselhos de jornalistas de tecnologia e experts em geral, que costumam dizer &#8220;Compre soluções, não hardware&#8221;. No caso de meu filho, a solução era um excelente programa chamado DevonThink, que ele precisa para o livro que está escrevendo.</p>
<p>Esse tal programa manipula PDF com incrível facilidade e organiza tudo em um banco de dados minuciosamente administrável. Para mim, é um aplicativo matador da Apple e que simplesmente não existe para Windows.</p>
<p>Bem, mas o fato é que ele comprou um MacBook Pro, um dos poucos notebooks que realmente me impressionou até hoje. Ele é feito de alumínio denso e parece uma rocha, não lembra em nada a fragilidade habitual de um laptop. Além disso, ele tem um track pad multitoque, parecido ao do iPhone, permitindo que com dois dedos você faça todos os movimentos sem usar mouse. E a tela é linda e brilhante.</p>
<p><strong style="color: #ff0000;"><br />
O encanto das novidades mais leves</strong><br />
Todas essas funcionalidades geniais me fizeram perceber que fiquei para trás. Antes de mais nada, eu não quero adotar um notebook como meu computador principal. Prefiro uma máquina desktop mesmo, cheia de memória e poder de processamento gigante. Quando pego um laptop, quero a máquina mais leve possível, mas ainda uso um velho Toshiba R200. É uma máquina do tempo em que a Toshiba dominava o mercado de máquinas ultraleves, mas hoje elas estão muito caras. Além disso, a Toshiba, perdeu o bonde dos netbooks, ainda que seu Libretto, de alguns anos atrás, possa ser considerado o pai dos netbooks.</p>
<p>Agora temos Dell, HP e Lenovo. Meu filho inicialmente pensou em comprar uma das máquinas da Lenovo, mas elas são feias e estranhas. Sem contar que eu achava horríveis aqueles buraquinhos na frente da máquina, que depois descobri servirem para escorrer líquidos que são derramados sobre o teclado. Fiquei horrorizado. Uso laptops há 20 anos e nunca derramei nada sobre eles.</p>
<p>Mas meu filho optou mesmo pelo MacBook Pro, com o belíssimo programa da Devon Technologies. Pagou mil dólares pela máquina e ainda ganhou um iPod de brinde. Pronto, me convenceu. Se eu tivesse que comprar uma máquina agora, seria essa, com certeza.</p>
<p>A única reclamação dele - e graças a Deus que pelo menos há alguma reclamação - é a experiência ruim que ele teve na Apple Store. Lá todo mundo parece disposto a vender qualquer coisa para você, chega a me lembrar uma feira de carros usados. Até Os Simpsons brincaram com isso em um episódio recente.</p>
<p>De qualquer modo, ignorando as Apple Stores, a verdade é que os Macs se tornaram máquinas de alta qualidade com usabilidade genuína.</p>
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		<title>MP3 ajuda a vender CDs, e não o contrário!</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Jun 2009 13:35:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dvorak</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Blog]]></category>

		<category><![CDATA[MP3]]></category>

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		<description><![CDATA[De acordo com estudo divulgado pela BBI, escola de administração noreguesa, quem baixa música livremente em sites de troca de arquivo gasta 10 vezes mais comprando música do que quem não usa esse tipo de site. O resultado do estudo é tão impressionante que a indústria musical e as gravadoras simplesmente não acreditam nele.
Mas eu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>De acordo com estudo divulgado pela BBI, escola de administração noreguesa, quem baixa música livremente em sites de troca de arquivo gasta 10 vezes mais comprando música do que quem não usa esse tipo de site. O resultado do estudo é tão impressionante que a indústria musical e as gravadoras simplesmente não acreditam nele.<span id="more-69"></span></p>
<p>Mas eu acredito. E por uma razão simples: eu já imaginava que isso iria acontecer desde o final dos anos 1990. Essa pesquisa apenas confirma minhas suspeitas.</p>
<p>O fato é que nos primeiros anos da Era Napster, período em que não havia nenhum movimento musical expressivo que alavancasse o mercado de CDs, as vendas aumentaram. Quanto mais o Napster crescia, mais as vendas aumentavam. Quando mataram o Napster, as vendas de CD diminuíram. E quanto mais a RIAA (associação de gravadoras americanas) perseguia desenvolvedores de programas de compartilhamento de música, mais as vendas de CDs diminuíam. Isso não podia ser coincidência.</p>
<p>A RIAA e a indústria musical em geral culparam as redes P2P (Limewire, Torrent, eMule) pela decadência, acusando-os de “roubar” música. Bom, mas o fato é que não é fácil você encontrar música nova e diferente nas rádios, havia poucos modos de se descobrir novas bandas, novos tipos de música que o motivassem ir a uma loja comprar um CD. Era um momento de transição que deixou a indústria musical perdida e sem rumo.</p>
<p>Com a habilidade de compartilhar coleções musicais de qualquer parte do mundo, o Napster se tornou uma espécie de DJ gigantesco, que conseguia encontrar música de todo e qualquer tipo, não importa qual seu gosto. Com exceção do tempo que se leva para baixar uma música, esse é um modo muito mais eficiente do que o rádio para se ouvir o estilo musical da preferência. E sem comerciais.</p>
<p>Por isso, não é nenhuma surpresa que as vendas de CD eram altas na época do Napster. Porém, absolutamente ninguém da cúpula da indústria musical conseguiu entender a sociologia deses mecanismo. E continua não entendendo.</p>
<p>Por isso faço essa simples pergunta: há uma banda por aí que eu certamente compraria o CD, pois gosto do estilo. Mas como vou descobri-la? Como vou saber se ela existe? Nas rádios que só tocam as mesmas músicas o dia inteiro?</p>
<p>O fato é que os mecanismos de “descoberta” atuais são arcanos e parecem piorar a cada dia. Há centenas de milhares de músicos medíocres enchendo o MySpace de porcaria, oferecendo download gratuito em troca de reconhecimento. As bandas punks mais toscas de antigamente soam como Mozart se compararmos com os lixos sem talento que o mercado tenta nos impor.<br />
A indústria musical se meteu num beco sem saída e agora tenta buscar o caminho mais fácil.</p>
<p>As gravadoras buscam artistas que sejam muito fáceis de promover e investem muito dinheiro neles, ainda que o talento seja zero. E assim vivemos a Era Britney Spears, com artistas sem talento que vivem de imagem para vender (poucos) CDs e ingressos para shows. Eles estão afundando o mercado sem perceber.</p>
<p>No meio do caos, a indústria musical acha que vai sobreviver processando usuários que, ironicamente, são os únicos que poderiam salvar essa indústria comprando os seus CDs. Não dá para ignorar o tamanho dessa ironia.</p>
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		<title>Essa mania de Twitter tem que acabar logo!</title>
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		<pubDate>Thu, 30 Apr 2009 13:57:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dvorak</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Blog]]></category>

		<category><![CDATA[Twitter]]></category>

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		<description><![CDATA[Nunca vi algo se tornar tão popular de forma tão veloz, após um início morno. Em algum lugar no meio do caminho, o Twitter conquistou as celebridades e o público de cada uma delas passou a segui-las. O Twitter hoje tem 10 milhões de usuários. Essencialmente, trata-se de um serviço de microblog que permite  a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nunca vi algo se tornar tão popular de forma tão veloz, após um início morno. Em algum lugar no meio do caminho, o Twitter conquistou as celebridades e o público de cada uma delas passou a segui-las. O Twitter hoje tem 10 milhões de usuários. Essencialmente, trata-se de um serviço de microblog que permite  a postagem de mensagens curtas que a audiência recebe instantaneamente.<span id="more-66"></span></p>
<p>Ironicamente, as celebridades estão usando o Twitter do modo para qual ele foi originalmente projetado, enquanto os usuários comuns estão buscando formas mais produtivas de usá-lo. Porém, os donos do serviço preferem promover o uso que as celebridades estão fazendo do sistema, o que vai levar o Twitter a uma espiral da morte.</p>
<p>O fato é que o serviço foi criado para que as pessoas escrevessem microblogs do tipo “Estou comendo um sanduíche”, supondo que pensamentos casuais são interessantes para multidões de pessoas entediadas, que realmente querem saber o que você pensa quando está no banheiro. E foi assim que Oprah, Britney Spears e o presidente Barack Obama arrastaram milhões de fãs, que querem saber tudo que eles fazem durante o dia.</p>
<p>Talvez essas pessoas achem isso fascinante, sintam-se entretidos com isso, mas a maioria dessas pessoas são apenas almas perdidas. Algumas estão apenas entediadas, é verdade, mas tem também uma minoria obsessiva com a qual é preciso ter muito cuidado. Em qualquer dos casos, essa não é uma forma produtiva de se usar o tempo. Já para as celebridades, é uma maneira de se comunicar diretamente com seus fãs, sejam eles obsessivos ou não.</p>
<p>Para alguns, pode ser considerado “produtivo” vender ingressos de um show para fãs através usando o Twitter como ferramenta de comunicação, mas isso afasta o uso mais produtivo da ferramenta. Alguns podem argumentar que se pode ignorar o uso estúpido do Twitter e usá-lo apenas de forma realmente produtiva. Bom, isso é verdade apenas em parte.</p>
<p>E é nesse ponto que me vêm à mente as rádios comunitárias. Muitos dos usuários do Twitter passaram pelo fenômeno das rádios comunitárias, que sofreram o mesmo processo que o Twitter passa hoje. Os dois foram excessivamente debatidos na TV e eram usados de formas produtivas e não-produtivas. Com o tempo, as rádios comunitárias foram relegadas a segundo plano, terceiro plano e quase desapareceram. O Twitter pode seguir o mesmo caminho, até porque é constante o travamento do sistema por conta da enorme quantidade de usuários. Eles acabam se entediando com os travamentos e buscando outras alternativas.</p>
<p>O Twitter pode, sim, ser usado de maneira produtiva. Um sargento do Corpo de Bombeiros, por exemplo, pode chamar todos os voluntários de uma cidade para combater rapidamente um incêndio. É como se fossem centenas de mensagens instantâneas recebidas ao mesmo tempo por centenas de pessoas diferentes. Mas aí acontece que o sargento dos Bombeiros pode não conseguir falar com os voluntários porque a Oprah decidiu discutir qual é a marca de queijo favorita dela – e como ela tem milhões de seguidores, o serviço não aguenta e cai.</p>
<p>Obviamente, alguns ajustes na arquitetura da plataforma podem ser feitas para evitar esse tipo de problema. Mas isso custará dinheiro, muito dinheiro, e o Twitter atualmente é gratuito. E nada que seja bom, útil e gratuito dura muito.</p>
<p>Quem sabe talvez o Google compre o Twitter. Porém, se isso não acontecer, não acho que ele vá durar muito tempo. E mais uma vez talvez o público realmente queira uma nova forma de ser avisado sobre novos produtos, sobre o que comprar.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Os jornais estão cometendo suicídio</title>
		<link>http://pcmag.uol.com.br/dvorak/?p=62</link>
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		<pubDate>Fri, 17 Apr 2009 14:39:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dvorak</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Blog]]></category>

		<category><![CDATA[Jornais]]></category>

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		<description><![CDATA[O jornal New York Times lançou um site baseado em assinatura, em que você paga para ler notícias. Nossa, que idéia “brilhante”!!! Será que eles não percebem que isso vai afundar a publicação mais rápido do que qualquer coisa que tenham tentado antes?
O problema com o modelo de assinatura para os grandes jornais contemporâneos reside [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O jornal New York Times lançou um site baseado em assinatura, em que você paga para ler notícias. Nossa, que idéia “brilhante”!!! Será que eles não percebem que isso vai afundar a publicação mais rápido do que qualquer coisa que tenham tentado antes?<span id="more-62"></span></p>
<p>O problema com o modelo de assinatura para os grandes jornais contemporâneos reside no fato de haver pouquíssima informação realmente exclusiva hoje em dia. E o próprio NYT comercializa seu conteúdo com outros parceiros, especialmente jornais menores, que já disponibilizam esse conteúdo na internet. Então, para que comprar uma vaca se o leite é gratuito?</p>
<p>No início dos anos 70, a maioria dos grandes jornais dos Estados Unidos estava embalado pela segurança do lucro fácil simplesmente substituindo as equipes de repórteres contratadas por notícias de agências como Associated Press e Reuters, além de agências das própriaspublicações, como Washington Post, Los Angeles Times e o próprio NYT.<br />
Com o passar dos anos, as agências de notícias passaram a dominar o conteúdo dos jornais na maioria das cidades americanas. A coisa chegou a um ponto em que você abria um jornal de San Francisco e a notícia local principal era assinada pelo NYT. Era simplesmente mais barato fazer isso.</p>
<p>Aos poucos, isso foi minando os jornais locais. Afinal, se amaioria das matérias era do NYT, então, para que ler o jornal local? Era melhor ler o NYT de uma vez! Mas aí a internet entrou em cena.</p>
<p>Buscar uma notícia na internet mudou a concepção cultural de se ler uma notícia. Um bebê caiu em um poço em algum lugar. Em vez de ler uma notícia sobre o fato, você pode escolher 3 mil notícias diferentes sobre o mesmo acontecimento. Aos poucos, no entanto, as pessoas vão perceber que, dessas 3 mil notícias, pelo menos 2.975 são iguais. O restante são apenas textos reescritos, mas bem similares aos outros.</p>
<p>Aí, vai chegar a hora em que os leitores começarão a se perguntar: “Peraí, todos os jornais estão escrevendo basicamente a mesma coisa. Para que, então, precisamos de tantos?” – E aí o negócio vai complicar de fato.<br />
Assim como a maioria dos redatores que já trabalharam em jornais diários, tenho sentimentos conflitantes em relação ao futuro deles como instrumentos de comunicação. Sempre aconselho às pessoas a compararem como eram os jornais antes de 1850 com o que temos hoje em dia. Antigamente, eles priorizavam as reportagens locais, a sumarização de eventos e a informações bem locais, como partidas de navios e de trens. Não havia receitas de cozinha e nem páginas inteiras de anúncio de um novo filme.</p>
<p>Em algum momento, no entanto, eles passaram a se voltar mais para o entretenimento do que para a informação. Os textos passaram a ganhar um tom mais florido e não raro mais dramático mesmo. Celebridades que mal sabiam escrever se tornaram colunistas. E vieram as seções de quadrinhos cômicos e horóscopos.</p>
<p>A realidade é que hoje não faz sentido eu buscar informações sobre a Bolsa de Valores no jornal, pois se eu procurar no Google terei a informação em tempo real. Não dá para competir com isso. Os sites especializados fazem o trabalho muito melhor do que os velhos jornais.</p>
<p>Então, qual a saída para os jornais? Simples: voltar às raízes, focar na informação local que não veio da internet. Por muito tempo, os jornais tinham um papel de arbitragem cultural, de canal de distribuição de idéias da cultura popular. Isso acabou e não tem volta.</p>
<p>Ninguém ainda definiu qual é o papel dos jornais na era digital e os publishers são mesmo meio idiotas. Eles vêem algo online e tentam reproduzi-lo no impresso. E assim os jornais ficam mais coloridos e com mais fofocas sobre celebridades.</p>
<p>Outro dia eu estava fazendo uma pesquisa na Universidade da Califórnia e me deparei com uma versão do The San Francisco Examiner de 1954. Ele era tão denso e tão cheio de notícias que chega a ser ridículo ao compararmos com os jornais de hoje, que parecem não ter nada interessante em suas primeiras páginas.<br />
Existem boas idéias por aí para resolver isso, só falta descobrirem.</p>
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		<title>O e-mail está morto. Enterrem!</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Apr 2009 15:27:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dvorak</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Um dia, ele já foi um dos meios mais eficientes de comunicação. Agora, está-se tornando uma ferramenta inútil. Alguém aí já percebeu esse fenômeno? Ele está essencialmente morto. E o que vamos usar agora? O telefone?
A maioria das pessoas que está lendo este texto entende o que estou dizendo. Quem não entende, ou já desistiram [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um dia, ele já foi um dos meios mais eficientes de comunicação. Agora, está-se tornando uma ferramenta inútil. Alguém aí já percebeu esse fenômeno? Ele está essencialmente morto. E o que vamos usar agora? O telefone?<br />
A maioria das pessoas que está lendo este texto entende o que estou dizendo. Quem não entende, ou já desistiram ou nunca o consideraram muito funcional mesmo. Por isso, listei 9 razões para declarar a morte do e-mail para mim. Vamos a elas.<span id="more-59"></span></p>
<p><strong>1. Mudança constante de endereço<br />
</strong>As pessoas mudam de e-mail toda hora. Poucos permanecem com o mesmo e-mail por anos a fio. Na verdade, poucos percebem a importância de se ter o mesmo e-mail como referência. O cara usa o e-mail com endereço do trabalho, mas, quando muda de emprego, também muda de e-mail. Muita gente então busca manter um e-mail pessoal permanente, geralmente no Gmail ou no Yahoo, o que é uma boa idéia. O problema é que muitas vezes ficam endereços malucos como albertinho876578484@gmail.com, que nem o próprio dono consegue se lembrar depois.</p>
<p><strong>2. A praga do spam<br />
</strong>Muita gente não se importa em administrar bem seu endereço de e-mail e acaba ficando com a caixa de entrada atolada de spam. Resultado: ele acaba cansando e abandona o e-mail.</p>
<p><strong>3. Caixa de entrada vazia<br />
</strong>É o problema oposto da razão nº 2. Nesse caso, geralmente a pessoa não divulga muito seu endereço de e-mail e ele está sempre vazio. Vira então um círculo vicioso: ele não usa muito o e-mail porque a caixa de entrada está sempre vazia; e ela está sempre vazia porque ele usa pouco  o endereço. Na verdade, esse tipo de pessoa só mantém a caixa postal para poder dizer às pessoas que tem um e-mail. O problema é que mandar uma mensagem para essa pessoa pode levar meses para ter uma resposta, tornando o e-mail completamente inútil.</p>
<p><strong>4. O turista de e-mail<br />
</strong>O caso é similar ao nº 3, mas nesse caso temos alguém que não tem a menor intenção de usar o e-mail, mas cria um endereço apenas para&#8230; Bem, nem ele mesmo sabe. Eu detesto esse tipo de gente.</p>
<p><strong>5. Síndrome do e-mail abandonado<br />
</strong>Muita gente usou um endereço de e-mail do AOL, quando ela estava no auge. O endereço continua válido, apesar de literalmente abandonado. Então, ele continua a receber mensagens que nunca serão lidas e vão apenas ocupando espaço em servidores. Enquanto esses e-mails não forem deletados, continuarão sendo uma absoluta inutilidade.</p>
<p><strong>6. O filtro inútil<br />
</strong>A maioria dos sistemas de filtro de spam é eficiente, em amior ou menor grau. Infelizmente, os desgraçados que fazem spam sempre desnvolvem novas técnicas para driblar esses filtros. Com resultado, sempre perdemos mensagens que são confundidas com spam.</p>
<p><strong>7. Os concorrentes: messengers e redes sociais<br />
</strong>Fico surpreso em ver quantas pessoas, independente da idade, trocaram o e-mail por mensageiros instantâneos (MSN Messenger, Meebo, Adium) ou mesmo pelo Twitter. E já é bem comum contatar alguém via Facebook, LinkedIn ou Orkut que simplesmente nem responde nada por e-mail, apenas através dessas ferramentas. Particularmente, acho isso meio estranho.</p>
<p><strong>8. Incertezas<br />
</strong>Não há uma forma totalmente eficiente de saber se alguém recebeu de fato uma mensagem. Há aqueles chatíssimos pedidos de “recibo”, que você pode bloquear com um clique nas preferências do programa. O destinatário deveria poder também saber exatamente quem está enviando uma mensagem, assim como o remetente deveria poder saber quem de fato recebeu e leu a mensagem. Será que com a tecnologia que temos hoje em dia isso ainda é édir muito?</p>
<p><strong>9. Os buracos negros<br />
</strong>Se existisse um mecanismo como esse imaginado na razão nº 8, eliminaríamos o problema dos buracos negros, que são aquelas pessoas que dizem ler todos os e-mails, mas não respondem nenhum. O remetente nunca vai saber que o destinatário está mentindo, pois se você não recebe nenhuma resposta, imagina que a mensagem não foi lida.</p>
<p>Desculpem-me, mas essa lista acima mostra que a revolução do e-mail está morta. Acabou. O e-mail não é mais confiável, precisa se reinventar urgentemente. Para mim, é triste ver uma ferramenta potencialmente tão útil se deteriorar a esse ponto. O e-mail hoje é só uma carcaça podre na estrada da informação.</p>
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		<title>E vem aí o computador do Google</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Mar 2009 18:22:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dvorak</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[O Netscape foi o primeiro navegador decente para a internet, nos idos dos anos 90. Seu crescimento absurdo aconteceu da noite pro dia e chegou ao ponto de Marc Andreessen, um de seus criadores, chegar a dizer que isso poderia significar o fim da Microsoft. Era melhor ter ficado de boca fechada.
A Microsoft então comprou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Netscape foi o primeiro navegador decente para a internet, nos idos dos anos 90. Seu crescimento absurdo aconteceu da noite pro dia e chegou ao ponto de Marc Andreessen, um de seus criadores, chegar a dizer que isso poderia significar o fim da Microsoft. Era melhor ter ficado de boca fechada.<span id="more-46"></span></p>
<p>A Microsoft então comprou algumas pequenas empresas de internet, entre elas uma que desenvolvia o então desconhecido Internet Explorer. A Netscape Communications plabejava ganhar dinheiro com seu browser, enquanto a Microsoft passava a dar o Internet Explorer de graça com seu sistema operacional. Pronto, foi o suficiente para acabar com o Netscape, que anos mais tarde sofreu uma metamorfose e virou a Fundação Mozilla, que lançou o bem-sucedido Firefox.</p>
<p>A destruição do Netscape foi devastadora e mostrou a força da Microsoft. Porém, o tempo passou e vários processos antitrust depois, a empresa hoje em dia já não é mais tão invulnerável como antes. A nova ameaça agora é o Google e todo mundo sabe disso. A diferença é que o Google não cometeu os mesmos erros do Netscape.</p>
<p>Primeiro, que o Google jamais abriu a boca para dizer que o alvo era derrubar a Microsoft. Na verdade, sempre teve outro discurso: a de que estava interessado apenas nas buscas e em tudo que estiver agregado a elas. A Microsoft nunca havia enfrentado um discurso assim antes.</p>
<p>Além do discurso, o Google mantém uma imagem simpática, nunca mudou o logotipo e tem algumas extravagâncias divertidas, como ter um avião 767 para fazer festas. A companhia também aprendeu com os erros do Yahoo e manteve-ser firme no princípio de que a simplicidade é a chave do sucesso.</p>
<p>Mas, para mim o Google apenas tem um sistema de buscas que é melhor do que qualquer um outro. Claro, há o GoogleDocs, Gmail e outras iniciativas de computação em nuvem que a Microsoft observa com receio. Na verdade, enquanto a Microsoft ainda tenta imaginar como pode usar a computação em nuvem, o Google já lança uma versão do Gmail que funciona offline, ou seja, concorre diretamente com o velho Outlook. E antes mesmo de ele estar pronto, o Google já lançou um novo smartphone. Ou seja, é uma coisa atrás da outra. Apenas experimentos, é verdade, mas todos a um pasos do mercado.</p>
<p>E agora não param de falar do Google OS, que seria o sistema operacional do Google, provavelmente baseado em Linux. Tudo bem, não há nada oficial nesse sentido, mas quanto tempo leva para tirar o Android de um smartphone para colocá-lo em um netbook, por exemplo?</p>
<p>O Linux sofre com suas dezenas de distribuições diferentes, que confundem o usuário leigo. Todo mês tem uma distribuição que é a “melhor”, uma vez que a comunidade Linux sempre bradou que não queria competir com o Mac OS e nem com o Windows. Mas e se o Google resolver entrar nessa briga? Com os recursos e agilidade que possui, ele poderia investir pesado em um sistema operacional que deixaria o Windows com cara de dinossauro.</p>
<p>E como o Google iria lucrar com isso, afinal, o Linux tem código aberto? Opa, mas é aí que talvez pudesse entrar um computador do Google.</p>
<p>Eu sempre fiquei me perguntando por que a Microsoft, uma empresa que domina o mercado de software, nunca pensou em lançar seu computador. Já pensou um PC da Microsoft com selo da HP, por exemplo? Se a Microsoft tivesse uma estratégia para referenciar um computador, poderia ter mudado completamente a indústria de computadores há muitos anos.</p>
<p>Mas a Microsoft perdeu esse bonde. O Google ainda pode lançar um Android para desktops ou para netbooks. E seria muito engraçado ver a Microsoft fazer uma versão do seu Office para o Android. Isso seria definitivamente impagável. Essa possibilidade é espelho do fato de que a Microsoft parece não fazer mais as coisas com a mesma confiança de antes.</p>
<p>De qualquer modo, não estou aqui só pra falar mal da Microsoft. Acho que a empresa tem toda possibilidade de aproveitar o momento e transformar a situação a seu favor, talvez criando um Microsoft Linux. Por que não? Talvez fosse uma solução radical apropriada para o momento que estamos vivendo.</p>
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		<title>Otimização de buscas no Google é uma baboseira</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Feb 2009 13:39:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dvorak</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[A otimização de resultados dos programas de busca (SEO, na sigla em inglês) tornou-se um grande negócio e, até onde eu sei, tornou-se a versão mais moderno de golpes há muito conhecidos. As baboseiras espalhadas pelos ditos experts em SEO simplesmente não se aplicam. Pior: elas estão acabando com a elegância da internet.
Comecemos com a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A otimização de resultados dos programas de busca (SEO, na sigla em inglês) tornou-se um grande negócio e, até onde eu sei, tornou-se a versão mais moderno de golpes há muito conhecidos. As baboseiras espalhadas pelos ditos experts em SEO simplesmente não se aplicam. Pior: elas estão acabando com a elegância da internet.<span id="more-44"></span></p>
<p>Comecemos com a minha maior implicância. Trata-se de algo que eu implementei em meu próprio blog e de que eu me arrependo amargamente: a URL comprida. Um amigo meu (entendido em SEO) advertiu-me numa conversa por mensageiro eletrônico de que eu estaria perdendo inúmeras visitas à minha página porque eu não estava usando uma URL longa o suficiente. “Como é que é?”, eu perguntei.</p>
<p>Meu blog tinha URLs típicas do WordPress, padronizadas e eficientes, algo como<em> http://www.dvorak.org/blog/?p=3100</em> ou coisa do tipo. Agora, no meu blog atual, aquela URL específica – que utilizava o simples número de ID do histórico para acessar o post – teria sido supostamente otimizada por SEO graças ao advento de endereços como este: <em>http://www.dvorak.org/blog/2005/10/20/hollywood-unions-want-cut-of-itunes-pie/</em>.</p>
<p>Nesta nova URL comprida, você automaticamente visualiza a data e a manchete do post. Em alguns casos, quando a manchete é muito longa, o resultado acaba ficando ridículo. Além do mais, é uma URL burra, grande demais, impossível de ser digitada manualmente. Supostamente, ela deveria ser mais “encontrável” pelos programas de busca e chamaria, assim, mais atenção de um Google. É só ver que, graças a essa crença, 90% dos blogs e dos sites usam o macete para tentar chamar a atenção. Mas ele simplesmente não funciona.</p>
<p>Isso se torna irrefutável quando comparamos os números do meu próprio blog. Na verdade, o número de visualizações decresceu desde que eu implementei esta prática estúpida. No começo, achei que seria uma anomalia temporária, mas então conversei com uma programadora que queria me mostrar alguns produtos novos em que ela estava trabalhando. Ela contou que tinha estado recentemente no Google e envolveu-se de algum modo no time dos programadores de estratégia para os motores de busca. Ela garantiu-me que sabia tudo sobre o SEO e, então, mencionei o macete da URL comprida. Juro que ela quase morreu de rir na minha cara – e simplesmente me disse que aquilo era pura fantasia. Ponto final.</p>
<p>Então, por que todo mundo está adotando esta prática e, além disso, por que todo mundo pensa que ela funciona? Eu utilizo diversos programas de estatísticas no meu blog e ele atrai um milhão de page views por mês. Portanto, é um tráfego considerável para que eu consiga ver diferenças plausíveis quando elas ocorrem. Eu tinha cerca de 1,2 milhão de page views mensais antes de adotar o recurso da URL longa. Depois que eu o implementei, buuuum, o número caiu instantaneamente para 900 mil. Passaram-se meses até que eu conseguisse me recuperar e voltar à mesma visitação de antes.</p>
<p>Creio que isso se deva ao fato de essas URLs serem, basicamente, estúpidas e contraproducentes. É impossível postá-las onde quer que seja ou mandá-las por e-mail, porque acabam ficando totalmente emboladas e/ou cortadas. Você precisa estar familiarizado com o tinyURL ou o snurl para enviá-las sem problemas. É ridículo! Vou parar de usar essa porcaria e começar a sacanear qualquer pessoa que a use ou que sugira que eu volte a usá-la. E, se você olhar em volta, isso significa basicamente o mundo inteiro.</p>
<p>Consigo até imaginar que toda essa ficção é culpa de algum empregado do Google mais gozador, que sugeriu às pessoas numa festa que isso seria uma boa idéia só pra ver quantas delas entrariam na conversa. Cara, está na hora de você se identificar e dizer a esses pobres idiotas que a coisa simplesmente não funciona!</p>
<p>O que me traz a outra enganação do SEO, desta vez promovida pelo pessoal do “redes sociais são tudo” em aliança com os pregadores do “a rede semântica é o futuro”. Estamos falando das ultramegaimportantes tags!!! As tags são o equivalente moderno das metatags, utilizadas no passado pelas primeiras páginas HTML. Elas não funcionam e são meramente um exercício estúpido de futilidade. E, caso elas realmente funcionem, não será por muito mais tempo, pois, apesar do que acreditam os idealistas, os donos de sites sempre tentarão burlar o sistema.</p>
<p>O que aconteceu em meados dos anos 90 – época em que surgiram as tags – foi que elas pareciam exercer algum tipo de influência sobre os resultados obtidos pelos motores de busca. Por isso, quando alguém queria otimizar suas chances de aparecer no topo da lista de resultados, era só adicionar palavras como “playboy”, “nude”, “pinup” ou “naked” às suas tags. Isso acabou resultando em processos movidas pela Playboy Enterprises contra esse tipo de ação, o que impossibilitou aos sites que incluíssem o nome da companhia em suas metatags. Isso não fez nenhuma diferença, entretanto, já que os programas de busca já tinha àquela altura deixado de considerar as metatags – e foi o fim desse tipo de artimanha, até que, por alguma razão, as tags reapareceram.</p>
<p>Testei a suposta relevância das tags na única categoria de posts que realmente se beneficiaria delas: os podcasts. Venho fazendo podcasts de áudio com o Leo LaPorte do TWiT, o Cranky Geeks no Ziif Davis e o Tech5 para a Mevio há anos. Produzo eu mesmo os podcasts da Mevio e deu pra dar uma brincada com os macetes do SEO pra ver se as tags realmente funcionam com eles. Só que podcasts que sejam demasiadamente específicos por natureza muito raramente são encontrados pelos motores de busca, mesmo quando contêm tags também bastante específicas. E não importa que, eventualmente, estejamos falando de algum podcast popular.</p>
<p>Olhemos agora para um site que está entupido de tags para sua própria busca interna, o Flickr, que é utilizado para o compartilhamento público de imagens. Aqui, sim, as tags têm significado e razão de ser. Porém, pegue no site alguma imagem que possua tags bem específicas e coloque-as no Google. Faça a busca e espere para ver onde o resultado do Flickr aparecerá. Vai estar lá em algum lugar do fundo do oceano – isso se aparecer nos resultados.</p>
<p>Tudo isso é absolutamente ridículo. Não há nenhuma evidência que indique que as tags sirvam para alguma coisa. Se você quer que os programas de busca percebam a existência de um determinado podcast, escreva um artigo que chame a atenção e dê um jeito de colocar o nome deste podcast ou sua URL lá no meio do texto. Se não for assim, pode esquecer.</p>
<p>Agora, não me levem a mal aqui. Não estou dizendo que não haja nada que as pessoas possam fazer para ganhar mais atenção, mas muito do que se pode controlar é meramente estrutural. Se você tem um blog cheio de códigos AJAX, por exemplo, ele será muito difícil de ser indexado. Portanto, tentar não exagerar nessas perfumarias para tornar seu site mais “amigo” dos programas de busca é uma boa opção. Por outro lado, lançar mão de macetes estúpidos para tanto, como aquelas URLs enormes e as tags, é pura perda de tempo – além de ser um mau conselho, pelo que pude constatar pessoalmente. Portanto, muito cuidado!</p>
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