O ator Marco Luque teve sua carreira mudada depois do YouTube. Literalmente. Acostumado a mudar de personagem várias vezes nas apresentações de teatro, o ator teve que se adaptar a uma nova rotina, mas agora na vida real. Tudo por causa da internet.
Há mais de dois anos no elenco do espetáculo Terça Insana e na bancada do programa Custe o que Custar, o CQC da TV Bandeirantes, Luque contou como foi essa mudança de vida e da carreira após seu sucesso no YouTube.
PC Mag – Como a internet mudou sua vida?
Marco Luque - A promoção gratuita que o YouTube trouxe mudou a minha vida e de todo o elenco do Terça Insana. Foi absurdo. Acabamos tendo nosso trabalho reconhecido e mostrado em vários cantos do Brasil. A cultura do teatro acabou entrando na casa das pessoas.
E a repercussão?
Ah, tá uma loucura. Depois disso, as revistas estão falando de nós, entrevistas em jornais, na TV. O nome Terça Insana está sendo tão bem aceito que algumas pessoas utilizaram indevidamente o nome para receber acessos no YouTube e divulgar apresentações (que não têm nada a ver com o Terça Insana).
Essa propaganda enganosa tem prejudicado o grupo?
O que acontece são confusões e alguns casos de pessoas querendo o dinheiro de volta após o espetáculo - e com razão. Não há ligação nenhuma, nada a ver conosco. Não há muito controle na rede, e isso é ruim, é propaganda enganosa.

Jacksonfive, personagem do Terça Insana
O CQC vem contribuindo para que se torne ainda mais conhecido. Isso aumentou o contato com os fãs?
Como a internet é um meio de manter contato fácil, acabei criando até um blog (marcoluque.wordpress.com). Nunca tive muita intimidade com isso. Sou agitado, ativo, nunca fui de ficar sentado muito tempo em frente ao computador. Minha irmã está me ajudando muito, ela é meu braço direito. Foi dela a idéia do blog.
Essa cobrança é ruim?
As pessoas querem que eu fale, querem saber das coisas, dos espetáculos, da agenda, é natural. Estou montando também o site, vai ficar pronto e vou contar minhas histórias, fotos, informações do Terça Insana, enfim, tudo. Dessa maneira as pessoas terão todas essas informações.
Aderiu ao Orkut?
Ah, eu criei um perfil, mas lotou! Tenho MSN também, mas tem tanta gente que não dá mais para conversar ou eu não sairia mais da frente do computador.
E você é cobrado por isso?
Sim, estou tentando responder o máximo que posso. Tive que separar um tempo só para isso, fico duas horas por dia.
Mas isso não é suficiente, é?
Não! (risos) Vou ter que me adaptar. Eu vejo o (Marcelo) Tas, por exemplo, ele fica um bom tempo do seu dia se comunicando pela internet.

Com Rafinha Bastos, à esquerda, e Marcelo Tas (centro) no CQC
Continua