por Élcio Hardt
Projeções
indicam que as vendas de PCs no Brasil deverão atingir 11 milhões de
unidades até o final deste ano. As informações levantadas pela
consultoria IT Data, especializada em fornecer dados sobre mercado de
Tecnologia da Informação (TI), mostram também que a comercialização de
computadores de mesa será de 6,3 milhões e a de notebooks, 4,7 milhões.
Com
muitos brasileiros comprando seu primeiro computador ou trocando o
modelo, saber escolher a máquina ideal parece um desafio. Fatores como
perfil do usuário, usabilidade, mobilidade e preço devem ser
considerados, mas não é apenas isso.
Confira alguns itens que considero importantes e que podem ajudá-lo nesse processo de escolha, seja de um desktop ou laptop.
O quanto investir Talvez
este seja o maior limitante hoje. Mesmo tendo uma aplicação pesada, se
não houver dinheiro para investir, não adianta dizer que precisa de
uma super máquina. Ela será tão boa quanto você puder comprar.
Em quais aplicações usar a máquina Se
forem aplicações básicas, não é necessário investir muito dinheiro em
um super processador, nem em uma placa de vídeo diferenciada. Caso
armazene muitas fotos, vídeos e músicas, irá precisar de um grande HD.
Agora, se for editar imagens e vídeos, mexer com CAD e outros
aplicativos gráficos, uma placa de vídeo com bastante memória e um
processador de alto desempenho são fundamentais.
Precisa ter mobilidade? Se
pretende carregar o computador para todos os lugares da casa ou mesmo
trabalho e estudo, não tem jeito, precisa ser um net ou um notebook.
Tamanho ideal da tela Cada
vez mais se fala em vídeo em high definition, e isso remete ao formato
wide ou na proporção 16:9, logo, seja um note, ou um desktop, a tela ou
monitor deverá ser no formato wide. No caso de desktops, a relação
custo/benefício leva para a escolha de monitores entre 18 e 22
polegadas.
Quantidade de memória Existe uma
recomendação para que se rode o Vista e Windows 7 com tranqüilidade. O
ideal é que se tenha pelo menos 2 GB de memória RAM. Estamos na
transição entre as memórias DDR2 para DDR3. É claro que as DDR3 são
mais rápidas do que a geração anterior, mas por ainda não terem um
grande volume de produção, seu custo ainda é relativamente alto, assim
como o preço da placa-mãe que a suporta ser um pouco superior.
Capacidade do disco rígido O
custo por GB dos HDs tem diminuído a cada ano. Hoje já é possível
comprar um disco de 1TB por menos de R$ 500. Tanto que as máquinas
atualmente já saem de fábrica com 250, 320 e até 500 GB de capacidade.
O processador A
frequência do processador é importante, mas há outros fatores que fazem
dele mais ou menos rápido, tais como o número de núcleos e a quantidade
de memória interna dele, chamada de cachê L1 e L2.
Placa de vídeo Hoje
diversas placas-mãe já oferecem melhor desempenho de vídeo mesmo nas
suas soluções integradas, também conhecidas como “vídeo on board”,
comparáveis às placas específicas ou off board de entrada. Cabe lembrar
que no caso das soluções de vídeo onboard, a memória de vídeo é
compartilhada da memória RAM da placa-mãe. Por isso, se o usuário for
utilizar no seu melhor desempenho, deverá levar isso em consideração ao
quantificar a RAM a ser utilizada. |