Mesmo faltando mais de um ano para a próxima eleição no Brasil,
cresce a demanda por empresas especializadas em internet para a
elaboração de campanhas virtuais. Atualmente, já são mais de 62 milhões
de brasileiros acessando a
internet, sendo 38,2 milhões fazendo isso de casa. O Brasil lidera o
ranking mundial de países com o maior tempo médio de navegação,
registrando cerca de 44 horas e 59 minutos.
A web se tornou o 3º veículo de maior alcance nacional, atrás
somente do rádio e da televisão. Segundo Leonardo Bortoletto, diretor de marketing da Web Consult, termos como
Orkut, Twitter, Facebook, YouTube, comunidades virtuais e blogs
para invadir o cotidiano do brasileiro e se tornar cada vez mais
conhecidos e utilizados.
Nesse contexto, as campanhas políticas já começaram e a internet fará
toda a diferença na conquista de votos e disseminação de informações,
tanto positivas, quanto negativas. A reforma eleitoral, já aprovada
pelo Senado e Câmara dos Deputados, liberou internet para campanhas
eleitorais.
Para quem ainda não acredita neste novo cenário de política virtual,
Bortoletto relembra a última eleição para prefeito em Belo Horizonte,
quando Leonardo Quintão liderava as pesquisas até que, alguns fatores
como a postagem de um vídeo no YouTube com Tom Cavalcante numa cena de
humor, contribuiu para o início da derrocada junto aos eleitores.
A utilização cada vez maior da internet mostra a políticos a
necessidade de ingressarem no mundo digital. A proliferação de blogs de
candidatos já é uma mostra desse processo. Atualmente, o governador
José Serra, por exemplo, é um dos políticos mais populares na rede e o
seu endereço no twitter registra a incrível marca de mais de 70 mil
seguidores.
Nos EUA, o uso da internet está cada vez mais disseminado na realização
de campanhas eleitorais. E, não somente para arrecadar contribuições
como ocorreu na campanha de Barack Obama, que recolheu cerca de US$ 300
milhões, ou também para a divulgação de imagem e propostas de atuação.
Partidos como o PT saíram na frente ao manter um portal e um verdadeiro
exército de colaboradores para alimentarem ferramentas como blog,
twitter, vídeos com matérias positivas dos possíveis candidatos, além
de um eficiente planejamento para que ocorra a exibição somente de
notícias positivas quando internautas fazem pesquisas em sites de
busca.
O especialista explica que a campanha virtual também permite outras
opções de ferramentas e serviços para os candidatos como e-mail
marketing e hotsites, além da possibilidade de enviar mensagens pelo
celular e bluetooth. “É possível baratear os custos de campanha. Tudo
isso, sem considerar que a internet ajudará e, muito, evitar a poluição
visual com toda a sujeira que fica espalhada pelas ruas da cidade com
faixas, outdoors, cartazes, folderes e santinhos e, ainda, com certeza,
contribuirá para reduzir a poluição sonora”, observou.