por Miguel Martinez (*) O atual ambiente de negócios está mais complexo do que nunca. Normas
regulatórias do governo e da indústria, desastres naturais e outras
ameaças, como pandemias ou terrorismo, fazem com que seja necessário um
plano que garanta a continuidade de seus negócios, independente da
circunstância. Um exemplo recente foi a possível pandemia causada pelo vírus Influenza
A (H1N1), também conhecida como gripe suína. No México, a situação
chegou a tal ponto que crianças não iam mais às escolas, o comércio
estava fechado e os escritórios funcionaram com o mínimo de pessoal
possível, causando um dano à economia do país em cerca de 0,5% do PIB,
conforme estimativas de mercado. Para minimizar este efeito negativo, muitas empresas — tanto no México
como em outros países afetados pelo vírus — colocaram seus planos de
continuidade de negócios em prática, estimulando o trabalho remoto.
Isto foi viável graças à evolução tecnológica adotada pelas companhias,
que permitiu o acesso a distância a sistemas corporativos, inclusive
por meio de celulares e outros dispositivos móveis. A tecnologia também foi amplamente utilizada para comunicar, alertar,
prevenir e informar a sociedade sobre a enfermidade. Para se ter uma
ideia, no ápice do alerta do Influenza A, 6% das mensagens das mídias
sociais Twitter e Facebook trataram a questão da possível pandemia.
Também foi possível acompanhar, pela Internet, o registro de casos
confirmados e suspeitos em diversos países. Como mencionado anteriormente, pandemia é apenas um dos vários tipos de
eventos que podem afetar a continuidade dos negócios nas organizações.
Outros acontecimentos podem ter um impacto ainda maior e, por isso, ter
um plano de contingência é crítico para evitar a diminuição dos
negócios e do desempenho do data center, que gera perda de receita,
redução da produtividade e insatisfação dos clientes. Ter um bom plano de contingência pode fazer a diferença para a
continuidade e a longevidade de seus negócios. É preciso estar
preparado, levando em consideração o quão benéficos serão para os
negócios, no caso de um desastre, aspectos como: recuperação rápida e
confiável de dados; previsibilidade de disponibilidade; redundância de
servidores; ferramentas automatizadas para diagnosticar, solucionar e
reparar falhas; manutenção e gerenciamento simplificado. É claro que desenvolver, implementar e testar um plano de recuperação
de desastres e continuidade de negócios exige dedicação,
comprometimento, conhecimento e recursos apropriados. Alinhar os
objetivos de negócios com potenciais riscos, justificando investimentos
e identificando soluções que funcionam para a empresa, podem ser
tarefas desafiadoras e que consomem muito tempo. Mas, é preciso
estabelecer esta estratégia, afinal, o show deve continuar.
(*) Miguel Martinez é vice-presidente da Sun Microsystems |