por Edmilson Rosa (*)
Um
estudo recente aponta que as maiores companhias brasileiras trabalham
com um nível de maturidade insatisfatório quanto ao uso de
infra-estrutura em TI. Na análise dos resultados, especialistas
destacaram, por exemplo, que apenas metade das empresas entrevistadas
dominam o padrão ITIL e que, em relação à aplicação de recursos, os
gastos com a melhoria da infraestrutura existente estão mais generosos
do que com as áreas de gestão e inovação.
A pergunta é: será
esse tipo de maturidade, apoiada no uso e na evolução de estrutura
tecnológica, deve ser a questão mais importante da TI nas empresas? A
realidade mostra que não. Sem desconsiderar os que se preocupam em
analisar o setor, o fato é que as empresas precisam mais de outro tipo
de maturidade, a dos profissionais de TI.
O conhecimento do
negócio tem que fazer parte das atribuições daquele que atua nessa
área. Se o profissional ou fornecedor de TI não entender bem do negócio
da empresa em que trabalha ou do seu cliente, não há metodologia que
consiga gerar o resultado que se espera. Da mesma forma, sem saber muito bem o que o negócio espera de TI, não
haverá base suficiente para optar pela melhor solução. Uma visão menos
abrangente, que ignora a relação direta entre a TI e o andamento dos
negócios, acaba gerando dificuldade no momento de definir as
ferramentas adequadas para cada caso.
Três questões devem ser
tratadas neste momento. Primeiro, quais decisões devem ser tomadas para
gestão e uso eficaz de TI. Segundo, quem deve tomar estas decisões. E
por fim, como serão monitoradas. Este é o tipo de maturidade que as
empresas esperam de seus profissionais e gestores de TI.
Fica
claro que o fornecedor deve ter uma equipe com boa formação técnica e
qualificação voltada ao entendimento do negócio de seus clientes. Ele
não pode prescindir de profissionais observadores, alinhados e
comprometidos com o negócio o suficiente para que entendam o que está
nas “veias” da empresa em que vão atuar, identificando suas
necessidades e prevendo ocorrências futuras, de forma a construir uma
relação transparente de confiança e comunicação clara.
Espera-se
que o fornecedor ofereça atualização constante, visão de negócio,
análise apurada dos prós e contras e também do planejamento geral.
Porém, uma forma de perceber o seu real comprometimento é simples: a
disposição que demonstra em gastar o tempo necessário junto ao cliente
para ser, mais que um mero contratado, um verdadeiro colaborador dos
negócios.
(*) Edmilson Rosa é consultor de gestão de processos, especialista em governança de TI e diretor da P2HE |