
por Hunter Hagewood (*)
A
Tecnologia da Informação (TI) se tornou um grande desafio para as
empresas que fazem uso da ferramenta como meio de otimizar os seus
negócios, de atender melhor o seu cliente e até para acompanhar os
padrões da sociedade. Desafios pautados na confiabilidade das
informações, na compatibilidade de sistemas e até no tempo de vida útil
dos hardwares. Quesitos que, caso não sejam seguidos à risca, podem se
transformar em desalentos para os gestores de TI e empresários.
Mas
segurança não é a única preocupação dos profissionais da área. Outras
recaem sobre os espaços disponíveis nos discos de dados ou servidores
para armazenamento das informações. Se antes, ao necessitar de mais
espaço para armazenar dados, era preciso se desfazer de todo
equipamento já adquirido e praticamente recomeçar com novos hardwares,
mais sofisticados, hoje vivemos em uma nova era: se há a carência de
mais espaço, adicione mais um àquele já existente.
Essa forma de
administração de recursos com mais espaço para armazenar dados, ganhar
tempo, minimizar e administrar melhor as verbas alocadas na área de
Tecnologia, vem sendo conhecida hoje como “virtualização de
armazenamento”. O termo compreende o espaço virtual, a somatória e a reorganização dos
bytes de cada máquina ou servidores, o que resulta em um servidor de
capacidade ilimitada.
Melhor aproveitamento da tecnologia Durante
um longo tempo, vivemos sob o manto de que só uma organização, com
diversos servidores e softwares instalados, garantiam um melhor
aproveitamento da área da tecnologia. Essa concepção, no entanto, tem
sido cada dia mais colocada em desuso, dando espaço à virtualização.
Estudos
do Instituto Gartner apontam para um crescimento de 20% na adoção deste
tipo de plataforma, até o final de 2009, no Brasil. Por hora é
mensurável que o aumento da demanda é o resultado da qualidade e das
vantagens oferecidas, contudo, o que garantirá o sucesso de tal
empreitada é a segurança adquirida.
Não se trata apenas de
aumentar o uso indiscriminado de tecnologia e sim de conhecer quais as
aplicações e plataformas trarão mais confiabilidade e segurança às
informações e quais são aquelas mais rentáveis às empresas. A
dissociação desses dois pontos pode trazer consequências maléficas ao
projeto.
Fatores técnicos foram contornados, e a diversidade de
sistemas operacionais, que podem causar tormentos aos gestores de
tecnologia, são amplamente aceitáveis com a virtualização. Já existe a
possibilidade da integração e harmonia dentre os variados sistemas,
como por exemplo, o Linux ou o Windows em todas as suas versões,
tornando o ambiente mais coeso.
Qual será o próximo desafio dos
investidores em tecnologia? Buscar hardwares e softwares que necessitam
de trocas constantes, devido à evolução da tecnologia, permanecer
padronizado e onerar custos ou, simplesmente, entrar no mundo virtual?
(*) Hunter Hagewood é diretor de negócios da Nevoa Networks
|