O Brasil alcançou a 43ª posição mundial no Índice de Competitividade em Tecnologia da Informação, a mesma classificação obtida em 2007, segundo relatório oficial da Economist Intelligence Unit encomendado pela BSA - Business Software Alliance. O estudo, que está sendo lançado mundialmente, traz os Estados Unidos no topo da lista, mostra que aspectos legais e educação de qualidade são pontos cruciais que o Brasil ainda pode trabalhar e que resultariam numa melhora na sua classificação.
A infra-estrutura brasileira em Tecnologia da Informação foi classificada na 36ª posição mundial no Índice de Competitividade em TI de 2008, o mesmo resultado obtido em 2007. O País possui 16 computadores desktop e laptop para cada 100 habitantes, uma taxa inferior à dos líderes globais, mas a maior da América Latina. O preço do computador para o usuário final no Brasil é caro, como resultado da alta carga tributária imposta aos comerciantes, da logística cara e de uma infra-estrutura de revenda subdesenvolvida. Para melhorar a situação, em janeiro de 2007 o governo lançou seu Programa de Aceleração do Crescimento, que inclui medidas tributárias para estimular redução de preços e aumento de vendas em TI. A Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica prevê que essas medidas provocarão uma queda de 10 a 12% nos preços de PCs.
A penetração da Internet está crescendo solidamente no Brasil. Entre o chamado quarteto BRIC – Brasil, Rússia, Índia e China – de mercados emergentes promissores, o Brasil tem a maior taxa de penetração da internet, com 13% de sua população on-line. No entanto, o Brasil perde a liderança em penetração de banda-larga, com apenas 4 conexões desse tipo para cada 100 habitantes, longe do líder regional Chile com 8 conexões banda-larga para cada 100 pessoas e muito distante da líder mundial Holanda, com 37. A desigualdade social aumenta a distância entre aqueles que têm e os que não têm acesso à tecnologia. A não ser que pontes sejam erigidas entre essas camadas, multinacionais podem tender a reduzir investimentos em pesquisa e desenvolvimento no Brasil e direcioná-los a outras economias de desenvolvimento mais rápido. Em resposta, o Brasil está adotando medidas para reduzir custos de PCs e fornecer laptops a 33 milhões de crianças em idade escolar. Outra necessidade é garantir a conectividade em todos os seus municípios.
O setor de comércio virtual no Brasil está se desenvolvendo rapidamente e engloba um amplo leque de atividades. As instituições financeiras do Brasil estão entre as mais competitivas do mundo quanto a sua infra-estrutura em TI. Esse foi um dos efeitos colaterais positivos do período hiper-inflacionário dos anos 1980 e início dos 1990, quando bancos e outras instituições financeiras tiveram que desenvolver métodos para reagir rapidamente às mudanças inflacionárias. Segundo a e-bit (www.ebitempresa.com.br), uma empresa de pesquisa e marketing especializada em comércio na Internet, as transações on-line de clientes a estabelecimentos cresceram 76% em 2006 em relação ao ano anterior e totalizaram R$ 4,4 bilhões.
Uma área em que o Brasil figura comparativamente bem é a do apoio governamental para o desenvolvimento da indústria de TI, pelo qual o Brasil figura na 32ª posição mundial, mesmo lugar de 2007. As autoridades têm ativamente estimulado iniciativas de e-governo, mas ainda há muito espaço para melhorar a expansão da atividade digital em áreas da administração pública. Em termos de um estímulo mais amplo ao desenvolvimento de tecnologia, o governo está começando a fazer algum progresso ao introduzir cabines de livre-acesso à internet em postos dos Correios (Quiosque Cidadão) e por estabelecer tele-centros nas comunidades mais pobres. O Brasil também está oferecendo boas condições para a compra de computadores, resultado de parcerias entre comércio local e multinacionais como Microsoft. O governo também é reconhecido por ter papel pioneiro na informatização dos processos eleitorais.