por Brittany Petersen
A
guitarra conheceu inúmeras transformações ao longo da história humana.
Recentemente, ela passou a ser protagonista do popularíssimo game
Guitar Hero. À medida que toda uma nova geração de jovens já começa bem cedo
a desenvolver síndromes por esforço repetitivo, a PC Magazine olha para
o futuro. O que mais encontraremos no mundo das guitarras? Ou melhor,
no mundo das guitarras movidas a tecnologia?
O Guitar Hero já
se tornou um fenômeno cultural e o Rock Band estendeu ainda mais o
alcance do gênero. No entanto, nenhum dos games é capaz de ensinar
alguém a tocar guitarra. O Guitar Hero talvez auxilie o jogador a
desenvolver seu senso de ritmo, a criar apreço pelo rock’n’roll ou até
mesmo a conhecer mais a fundo a história do instrumento em si.
Entretanto, seus programadores não estão interessados em dar uma mão
pra molecada que eventualmente queira desenvolver as habilidades
adquiridas com o game. Por sorte, outras companhias têm tentado
capitalizar em cima da popularidade do Guitar Hero, introduzindo novas
ferramentas tecnológicas que de fato ensinam como se toca o
instrumento. Sendo assim, quando o garoto finalmente conseguir tocar no
modo Expert a íntegra de “Through The Fire And Flames”, do DragonForce,
já tem pra onde olhar em termos de novos desafios.
I Can Play Guitar! A Mattel foi uma das primeiras a adentrar a área da interatividade
musical com o lançamento do I Can Play Piano!, em dezembro de 2006.
Direcionado a crianças entre 4 e 8 anos de idade, o game era
basicamente um piano que se podia conectar a um televisor. O usuário,
então, seguia um sistema baseado em padrões de cores para aprender a
tocar coisas básicas no instrumento. O produto seguinte da Mattel nesta
área foi o I Can Play Guitar!, lançado em 2007. Ele segue uma idéia
similar: um sistema baseado em padrões de cores ajuda o “guitarrista” a
encontrar as notas certas na escala (acionada por botões), além de
ensinar a ele acordes, ritmos, dedilhados e noções de tempo.
Nenhum
desses games é perfeito – e ambos são voltados exclusivamente a
crianças muito pequenas e que estejam apenas começando a se interessar
pelos instrumentos –, mas eles representam a vantagem, frente ao Guitar
Hero, de relacionar aprendizado com diversão. Foi uma outra companhia,
entretanto, que conseguiu integrar instrumentos de verdade a essa
fórmula elogiável.
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