Governo prepara mais crédito para pequena empresa

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Do G1

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, espera que em duas semanas dois fundos de aval para facilitar o crédito a pequenas e médias empresas estejam funcionando.
“Ainda temos falta de crédito para vários segmentos da economia”, disse Mantega nesta segunda-feira (22) durante evento em São Paulo. “Estamos finalizando a montagem do fundo garantidor de crédito para pequena e média empresas”, afirmou.

Segundo Mantega, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) já conta com R$ 700 milhões em um fundo de aval para esse segmento e terá mais R$ 1 bilhão do governo. “O fundo terá condições de alavancagem de oito a dez vezes”, afirmou. Segundo ele, se o fundo alcançar R$ 2 bilhões, poderá ser avalista de um total de operações próximo a R$ 16 bilhões.

O outro fundo garantidor de crédito deve ser operado pelo Banco do Brasil e receberá recursos de forma gradual, que poderão chegar ao funding total de R$ 4 bilhões. “O fundo pode viabilizar até R$ 40 bilhões de operações”, afirmou o ministro.

Mantega afirmou que esses dois fundos devem gerar um montante de recursos substancial para incrementar o crédito às micro e pequenas empresas, que são companhias que normalmente não têm à disposição garantias patrimoniais para obter financiamentos nos bancos.

“Os bancos públicos estão expandindo bastante os financiamentos, mas ainda temos problemas na área de micro e pequenas empresas, mesmo de empresas médias, que têm mais dificuldade de tomar crédito porque, em geral, elas são exigidas de garantias. A pequena empresa encontrará a garantia nesses fundos que estamos criando”, afirmou.

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Cresce segmentação em marcas masculinas

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Do Valor Econômico

Lojas de roupas para homem já foram somente isso: lojas de roupas para homem. Hoje, a diversidade de estilos é tanta que não cabe numa definição única. Há grifes focadas no “balneário-urbano”, caso da carioca Reserva. Outras apostam no segmento esportivo-moderno, como a Los Dos, de São Paulo. Há até marcas que investem no que chamam de “formal-desconstruído”, como a Spirito Santo, de Porto Alegre. Cada uma no seu nicho, elas têm em comum o fato de já terem despertado para o consumidor contemporâneo, que anda mais complexo e em busca de identidade, se comparado à geração anterior. E procuram falar a sua língua.

Entre as três, a mais nova é a Los Dos, aberta há cerca de um ano. O cliente-alvo da grife gosta de esporte, mas não é necessariamente um atleta. Na hora da compra, quer encontrar também um pouco de diversão. Por isso, a loja principal da marca, localizada no bairro de Moema, tem internet sem fio e um bar customizado pela marca de cervejas Devassa. Para a próxima estação, há planos de instalar uma mesa de sinuca e promover pequenas festas no local. “Queremos que o consumidor venha à loja não só para comprar, mas para encontrar os amigos”, explica Tico Sahyoun, dono da Los Dos e também da Bob Store, grife feminina com 13 anos de mercado.

Criada há três anos em Porto Alegre, pelos irmãos Andreas e Frederico Renner, a Spirito Santo investe numa alfaiataria de vanguarda. “Nossa roupa é para quem precisa usar terno, mas não aguenta roupas caretas e com padrão antigo”, define Frederico Renner, que conheceu a arte de produzir ternos na fábrica no avó, a Têxtil Renner, empresa que deu origem ao grupo Renner e funcionou por 90 anos produzindo ternos no esquema de “private label”. A fábrica fechou há quatro anos, mas os irmãos tiveram tempo de aprender o ofício.

Depois de viagens para a Europa para pesquisar o mercado, os irmãos perceberam que entrariam num nicho praticamente inédito no Brasil. Os ternos da Spirito Santo podem ser tudo, menos tradicionais. Entre os mais vendidos estão conjuntos cujo paletó é estampado nas costas com o brasão da marca ou adornado com bordados. “Também fazemos paletós com o forro colorido”, diz Frederico, que cuida da criação, enquanto Andreas assumiu a área comercial. Apesar das ousadias, Frederico garante que a qualidade é um fator essencial para a marca, que usa lã fria Super 120 e Super 150 importada do Uruguai. “Também usamos tecidos italianos e alguns nacionais, principalmente o algodão, para a parte de camisaria.”

Com cinco anos de mercado, a carioca Reserva está em plena expansão, para levar o seu estilo “balneário-urbano” para todo o país. “A marca tem influência do Rio de Janeiro, mas não é só isso: é feita para um cliente premium, que preza uma boa modelagem”, diz Rony Meisler, um dos proprietários da marca. A Reserva é comercializada em 350 pontos de venda multimarcas, por meio de nove showroons nacionais.

Entre as coleções de inverno 2008 e verão 2009, a grife cresceu 120% em vendas. Do verão 2009 para o atual inverno, a expansão foi de 80%. “Organizamos a empresa para que ela fosse sustentável”, conta Meisler.” A meta é chegar a 600 pontos de venda no Brasil e, a partir de 2010, começar a exportar. A Reserva abriu três lojas em 2008. Atualmente, conta com seis butiques próprias e deverá terminar o ano com oito. “Queremos ter 30 lojas num prazo de quatro anos”, diz Meisler.

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Franquias reduzem custos para crescer no interior

Do G1

À medida que o mercado de franquias no Brasil amadurece, as empresas mais antigas buscam formas de continuar a crescer, evitando que seus franqueados ’se acotovelem’ nos grandes centros urbanos do país.
Para garantir o ritmo de crescimento do setor – que projeta alta de 13% em 2009, após expansão de 19% no ano passado –, as grandes redes estão adaptando seus negócios para se expandir pelo interior, incluindo nessa estratégia cidades com menos de 100 mil habitantes.

Para aumentar a presença das marcas fora dos grandes centros, a adaptação passa tanto pela redução do espaço físico quanto do investimento inicial para a abertura do negócio, que pode cair mais de 50%.

Fast food
Conhecida por lojas de cerca de 350 metros quadrados, a rede de fast food Habib’s desenvolveu uma versão ‘mini’ de suas unidades pensando em bairros mais distantes e em municípios de menor porte.

São restaurantes de 150 metros quadrados, que exigem investimento de R$ 600 mil a R$ 700 mil do franqueado, cerca da metade do valor exigido para as lojas maiores, que varia de R$ 1,2 milhão a R$ 1,5 milhão.

Segundo o diretor de expansão do Habib’s, João Augusto Ribeiro Penna, as lojas menores também têm custos fixos inferiores, pois o número de funcionários e o valor do aluguel também cai com a redução da área de vendas.

O tempo de retorno do investimento, porém, é o mesmo das lojas grandes, variando de 24 a 36 meses, uma vez que a projeção de faturamento dos Habib’s ‘mini’ é também menor.

Penna diz que a necessidade da criação de um novo modelo de restaurante foi percebido especialmente na prospecção de mercados no interior de São Paulo. Mas o projeto de expansão do Habib’s neste ano inclui, segundo o executivo, as regiões Nordesde e Centro-Oeste.

‘Vamos assinar os contratos para o franqueador master de São Luís (MA), que atenderá também a região de Teresina (PI)’, ressalta Penna. Ao longo deste ano, também deve ser definida a trajetória de expansão da marca para Campo Grande e Cuiabá.

Livrarias
A Franchising Ventures, central que reúne dez marcas – entre elas, Livraria Nobel, Sapataria do Futuro, Zastrás Brinquedos e Café Donuts –, também adaptou as lojas da Nobel para cidades pequenas. Desta forma, a rede possibilitou a venda de livros em cidades que não tinham essa opção.

O diretor da empresa, Sérgio Milano Benclowicz, diz que é possível abrir uma loja de 50 metros quadrados da livraria a um custo total estimado de R$ 122 mil – justamente o modelo que mais cresce no interior do país. Para unidades de 250 metros quadrados, as maiores da rede, o investimento é de R$ 262 mil.

A Livraria Nobel tem 170 lojas no Brasil e estendeu sua expansão para o exterior, onde tem 16 lojas na Espanha, 3 em Angola e 2 em Portugal. O objetivo da Franchising Ventures é oferecer negócios complementares a seus associados. Por isso, algumas lojas da Nobel também têm uma unidade Café Donuts.

‘Não existe obrigação. Se quiser, o franqueado pode se associar à Starbucks. Mas a relação com o mesmo franqueador reduz custos’, diz Benclowicz. Ele explica que, ao concentrar marcas, a Franchising Ventures reduz os custos dos associados com administração, que são divididos em forma de “condomínio” entre os franqueados das diferentes marcas.

Escola de inglês
Com 59 anos de mercado, a escola de idiomas Yázigi também busca o interior para aumentar o número de unidades de 402 para 500 até 2011. A empresa criou um modelo de escola para cidades a partir de 40 mil habitantes. O custo de instalação é de R$ 115 mil. Para as lojas de grande porte, recomendadas para municípios maiores, o investimento é de R$ 215 mil.

Para Alexandre Gambirasio Silva, diretor da rede, o sistema de franquias vai se desenvolver cada mais fora dos grandes centros. ‘O interior está sendo mesmo desbravado’, frisa. A escola diz que empreendedores em busca de um lugar mais tranquilo para viver estão entre aqueles que procuram abrir escolas de idiomas em cidades menores.

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Crise atinge 63% das pequenas empresas brasileiras

Do G1

Uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira (22) pelo Sebrae-SP mostrou que a crise financeira internacional atingiu 63% das micro e pequenas empresas brasileiras. O levantamento foi feito entre os meses de março e maio de 2009, com 4,2 mil pequenos negócios brasileiros.

Entre os impactos da crise internacional, destacam-se a queda de demanda (60%) e as taxas de juros (45%). As empresas afirmaram ter dificuldade em levantar dinheiro nos bancos e também sentem que estão pagando taxas mais altas.

Embora os empresários também tenham sentido a alta dos preços dos produtos importados e a redução de prazos para pagamentos de fornecedores, somente 2% dos ouvidos disseram ter sentido o aumento da inadimplência dos clientes.

Regiões e setores

Entre as regiões, as empresas do Sudeste e Centro-Oeste foram os que disseram ter sentido com mais gravidade a crise econômica (64%).

Entre os setores, a indústria sentiu mais os problemas da economia, com 67% dos entrevistados do segmento alegando ter tido redução de faturamento. No comércio, este índice foi de 66%; nos serviços, de 56%.

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Empreendedores do DF têm acesso a microcrédito

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Da Agência Sebrae de Notícias

Ao contrário de décadas atrás, cidadãos empreendedores em busca de recursos para desenvolver algum tipo de ocupação e sobreviver com dignidade têm hoje como se candidatar ao acesso a pequenos empréstimos, sem necessitar de fiador. Essa oportunidade de microcrédito está disponível, no Distrito Federal e nas comunidades do entorno, por meio do Programa Providência de Elevação da Renda Familiar.
O programa foi foi criado por voluntários para oferecer recursos, a custo reduzido, para trabalhadores chamados de “tomadores de microcrédito” – como costureiras, vendedores, bordadeiras, artesãos, bombeiros hidráulicos, chaveiros e pipoqueiros - que não têm condições de acesso ao crédito bancário e de financeiras.

Há 11 anos, o Programa Providência iniciou suas atividades oferecendo empréstimos individuais, inspirado na experiência do economista Muhammad Yunnus, o ‘banqueiro dos pobres’, que recebeu o prêmio Nobel da Paz em 2006. Com foco no trabalho social, o grupo de voluntários fez uma adaptação da experiência promovida em Bangladesh para a realidade do Distrito Federal e criou o “aval solidário”, que elimina a figura do fiador que muitas vezes impede o acesso ao microcrédito.

Vanda Aparecida de Assis Mesquita nem sonhava que conseguiria superar as dificuldades financeiras pessoais e da família. Com o aval solidário, formou um grupo com mais três pessoas de sua família - filhos e sobrinho – e, há dois anos, é cliente do microcrédito para produzir panos em crochê, colares, sandálias bordadas, bombons embalados em baús fabricados pelo sobrinho, com muito talento.

“Eu não tinha como começar. Gostava de fazer crochê, e soube do microcrédito sem fiador para comprar material e por isso me inscrevi, comecei a trabalhar, vender, aprender e não paro mais. Consigo até pagar adiantado, seria bom ter abatimento por isso”, afirma a artesã.

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Google: inserção na web é essencial para pequenas

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Da Agência Sebrae de Notícias

A internet revolucionou a comunicação e isso inclui a forma de se fazer comércio e propaganda. E a inserção das micro e pequenas empresas nesse mundo é fundamental para o crescimento desses negócios. A avaliação é do gerente de suporte para pequenas empresas do Google, Luciano Santos, em palestra para analistas de mercado do Sebrae, em Brasília, nesta quarta-feira (17).
Santos dimensionou a importância da internet: hoje, disse, 1,4 bilhão de pessoas estão online no mundo; a América Latina tem 141 milhões de internautas e no Brasil eles são 64 milhões, com a banda larga em rápido crescimento. Esse ambiente é reforçado pelo surgimento das chamadas comunidades, ampliando o potencial desse meio de comunicação.

‘Hoje, a internet não é só venda, compra ou possibilidade de fazer propaganda. É, também, a possibilidade de se perguntar e dar opiniões para tomar decisões”, exemplificou o gerente do Google.

Ele também afirmou que o comércio eletrônico já é uma realidade no país - o e-comerce é um negócio bilionário estimado, este ano, em R$ 9,2 bilhões. Os anunciantes já perceberam esse potencial. Em 2008, de acordo com ele, o investimento em publicidade online foi de R$ 759 milhões.

A realidade da propaganda nos meios tradicionais, como rádios, jornais, revistas e televisão também mudou, especialmente com o aumento da quantidade e diversidade de veículos. Isso, segundo Santos, dificulta um alcance extensivo do público-alvo, principalmente para os pequenos empreendimentos com poucos recursos disponíveis para investir nessa pulverização e tendo que optar por um ou outro veículo.

Na sua avaliação, é impossível para uma empresa ‘atingir um grande público utilizando os meios tradicionais se não for uma multinacional’. A alternativa, acredita, está na internet, acessada diariamente por milhões de pessoas. Os internautas encontram o que procuram de maneira mais rápida.

Entre as vantagens da internet, Santos relaciona segmentação, ‘permitindo a escolha do público que acessará à propaganda ou ao produto oferecido’; flexibilidade, ‘não havendo necessidade, por exemplo, de esperar a impressão ou publicação de determinado material publicitário’; e a possibilidade de mensurar a efetividade da iniciativa.

Educação digital

Santos admite, porém, que muitas pequenas empresas enfrentam o problema da exclusão digital, não só pela falta de acesso à internet, mas também pela dificuldade em utilizar as ferramentas da web. ‘Isso tira a possibilidade de a empresa concorrer de maneira justa com outras; quem consegue utilizar o sistema está na frente’.

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Taxa de juros para PJ cai pelo 4º mês consecutivo

Em maio, todas as taxas de juros das operações de crédito caíram, com exceção das taxas de juros de cartão de crédito para pessoas físicas. É o quarto mês consecutivo que há redução, segundo a Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac).
Para pessoa jurídica, a taxa média de juros geral caiu 0,06 ponto percentual no mês - 1,13 pontos percentuais em doze meses. Isso significa que a taxa passou de 4,21% ao mês em abril (64,03% ao ano) para 4,15% ao mês em maio (62,90% ao ano). Esta é a menor taxa de juros média desde abril de 2008.

Segundo especialistas da entidade, este fato pode ser atribuído à diminuição da taxa básica de juros (Selic) e bem como à crença de que ela pode reduzir ainda mais.

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Prefeitos são incentivados a implementar Lei Geral

Da Agência Sebrae de Notícias

O Sebrae e a Frente Nacional de Prefeitos (FNP) começam, em agosto, uma série de iniciativas para sensibilizar prefeitos de regiões metropolitanas a regulamentar e praticar a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, a Lei Complementar n° 123/06 que criou o novo Estatuto Nacional do segmento.
A idéia é iniciar por pontos estratégicos, tais como incentivo à formalização por meio do Empreendedor Individual, participação das empresas do segmento nas compras governamentais e a designação, pelas prefeituras, do Agente de Desenvolvimento que articulará as ações de desenvolvimento local e territorial tendo por base a lei.

A iniciativa é feita por meio de convênio e integra estratégia do Sebrae para ampliar a municipalização da lei. Conforme o consultor da FNP Newton Lima Neto, inicialmente a ação ocorrerá em 120 municípios envolvendo capitais e regiões metropolitanas de São Paulo, Pará, Minas Gerais, Paraná, Ceará, Goiás, Pernambuco, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

O trabalho começa com a realização de oficina para debater com prefeitos e secretários municipais, a lei e seus desdobramentos nos municípios. A partir desses encontros serão definidas agendas de atuação, como o treinamento de equipes que atuarão na área, incluindo quem trabalha com compras governamentais, além dos próprios empresários sobre como vender para as prefeituras.

A lei que cria o Empreendedor Individual permite a formalização de pessoas que desenvolvem atividades econômicas. São costureiras, manicures, pipoqueiros e artesão, entre outras e que tenham receita bruta de até R$ 3 mil ao mês, equivalente a R$ 36 mil por ano. Esse dispositivo entra em vigor dia 1º de julho e o trabalho com os prefeitos deve potencializar o incentivo à formalização desses empreendedores.

A avaliação do analista de políticas públicas do Sebrae William Brito é que o trabalho com a FNP é estratégico porque a entidade “representa municípios maiores e de regiões metropolitanas onde está concentrada cerca de 65% da população, aproximadamente 60% da economia nacional e, conseqüentemente, a maioria dos empreendedores informais com potencial para ser um Empreendedor Individual”.

A mesma avaliação vale, também, para as compras governamentais. Isso porque mesmo em vigor desde dezembro de 2006, até agora, dos 5.564 municípios do País, apenas 641 regulamentaram a parte da lei que posibilita maior participação das micro e pequenas empresas nas compras públicas. E dos que já fizeram as regulamentações, a maioria é formada por pequenos municípios, sendo ainda poucas as capitais.

Assim como o Empreendedor Individual, o Agente de Desenvolvimento foi criado pela Lei Complementar 128/08, que alterou a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa. A intenção, conforme o analista William Brito, é que nesses encontros também seja definida agenda de treinamento dos agentes indicados pelas prefeituras dessas regiões “já que eles serão fundamentais para a construção de um ambiente de negócios favorável para as micro e pequenas empresas”, explica.

O Sebrae também tem convênio com a Associação Brasileira de Municípios (ABM) e está renovando convênio com a Confederação Nacional dos Municípios (CNM). Esses convênios têm o objetivo de incentivar o desenvolvimento local e territorial a partir dos micro e pequenos negócios, o que inclui a regulamentação e a prática da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa.

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Óptica Ipanema lança sistema de franquias

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Do site Pequenas Empresas, Grandes Negócios

Com nove lojas espalhadas pelo estado de São Paulo, a Óptica Ipanema lançou durante a ABF Franchising Expo, feira que acontece em São Paulo até este sábado (20), seu modelo de franquias. No curto prazo, a marca espera que a iniciativa gere cerca de dez novos negócios. Sílvio Ferreira, sócio-proprietário do grupo, diz que o evento superou todas as expectativas. ‘Fiquei realmente surpreso com a organização, número de visitantes, nível do público e abrangência da feira. Foi uma experiência enriquecedora e gratificante’, afirma o empresário.
Segundo Ferreira, os candidatos a franqueados precisam se identificar com o conceito e a identidade da marca. ‘Para manter o padrão de qualidade Ipanema é preciso trabalhar de forma incansável’, diz. Esta é a primeira vez que a rede participa do evento.

Quanto custa ter uma franquia da Óptica Ipanema
Investimento inicial: de R$ 194 mil a R$ 424 mil
Taxa de franquia: R$ 30 mil a R$ 45 mil
Taxa de publicidade: 2% do faturamento bruto
Royalties: 5,5% do faturamento bruto
Faturamento médio mensal: a empresa não divulga esta informação
Prazo médio de retorno: de 12 a 36 meses

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Empresas incubadas faturam R$ 42 milhões em 2008

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O Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia (Cietec), incubadora de empresas instalada na Universidade de São Paulo, faturou no ano passado 25% a mais que em 2007, terminando o período com receita de R$ 42 milhões.
Os números positivos são provenientes do bom desempenho das empresas incubadas, residentes ou não, e das empresas graduadas, que representaram 57,7% do faturamento do Cietec.

As exportações, que expadiram 71% de 2007 para 2008, também foram motivo para a elevação no faturamento. Dos US$ 291 mil faturados com a atividade desde 2002, quando as empresas incubadas começaram a vender ao exterior, US$ 96 mil foram resultado de exportações no ano passado.

O Cietec teve início em 1998 com 15 empresas incubadas. No fim do ano passado, depois de 10 anos de funcionamento, esse número cresceu para 121 empreendimentos, que empregaram ao longo do período 733 pessoas. Cerca de 10% dos empresas vinculados à incubadora faturaram acima de R$ 1 milhão em 2008.

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